A operação foi realizada de forma simultânea nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim, com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o chefe do Executivo municipal é apontado como líder do grupo investigado.
De acordo com os investigadores, a organização criminosa estaria estruturada para intimidar adversários políticos, além de praticar outros ilícitos, contando com um núcleo armado e utilizando influência político-administrativa para sustentar suas ações. As apurações indicam ainda a existência de vínculos com membros da segurança pública.
A prisão em flagrante ocorreu no momento em que o prefeito tentou ocultar provas, lançando para fora de sua residência uma quantia em dinheiro e um aparelho celular durante o cumprimento das ordens judiciais. A investigação também apura crimes como porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa e constituição de milícia privada.
As autoridades informaram que outros possíveis envolvidos estão sendo identificados, entre eles parlamentares e um policial militar, cujas condutas seguem sob análise no inquérito em andamento.
O nome da operação, “Securitas”, tem origem no latim e significa “segurança”, em referência ao objetivo central da ação: restabelecer a ordem pública, coibir a atuação de grupos armados e proteger as instituições democráticas.
A operação contou com o apoio do Ministério Público do Rio Grande do Norte e da Polícia Militar. A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
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