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Livro resgata reconstrução do movimento estudantil na UFRN durante a ditadura militar

Obra aborda reorganização dos estudantes, atuação política nos centros acadêmicos e a ocupação da Reitoria da UFRN em 1984

A história do movimento estudantil no Rio Grande do Norte ganha um novo registro com o lançamento de um livro dedicado a um dos períodos mais marcantes da reorganização política das universidades brasileiras. A obra será lançada no dia 1º de outubro, às 8h30, no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.

O livro já está em pré-venda pelo valor de R$ 60. Quem adquirir antecipadamente poderá retirar o exemplar no dia do lançamento.

A pesquisa concentra-se no período entre 1974 e 1984, uma década marcada pela reconstrução e reorganização do movimento estudantil dentro da UFRN, ainda sob o regime da ditadura militar. O recorte escolhido pelo autor acompanha o processo de retomada dos Centros Acadêmicos (CAs), a reorganização das entidades estudantis e chega a um dos episódios de maior repercussão daquele período: a ocupação da Reitoria da UFRN pelos estudantes, em 1984.

Segundo o autor, o período escolhido não foi casual. A partir de 1974, os estudantes começaram a reconstruir espaços de organização política dentro da universidade, retomando centros acadêmicos e ampliando a participação estudantil. Dez anos depois, em 1984, a ocupação da Reitoria tornou-se um marco desse processo.

“Foi um período difícil, porque foi um período de reconstrução e reorganização do movimento estudantil no período da ditadura militar”, explica o pesquisador.

Vigilância e resistência dentro da universidade

Um dos aspectos abordados pela obra é o ambiente de vigilância existente dentro das universidades durante a ditadura. De acordo com o autor, órgãos de informação ligados ao Exército acompanhavam a vida de professores, estudantes e funcionários da UFRN.

Nesse cenário, a reorganização dos estudantes representava não apenas a retomada de entidades acadêmicas, mas também a reconstrução de espaços de participação e expressão política.

O pesquisador destaca que, naquele momento, os Centros Acadêmicos passaram novamente a ser ocupados pelos estudantes, depois de um período em que setores ligados à direita mantinham forte presença nesses espaços.

A pesquisa também dedica atenção especial à participação dos estudantes que viviam nas residências universitárias da UFRN na mobilização que culminou com a ocupação da Reitoria em 1984.

“A ocupação da Reitoria teve uma participação decisiva dos estudantes que moravam nas residências universitárias da UFRN”, afirma o autor.

Dois grandes campos de atuação

A obra também apresenta uma interpretação sobre as diferentes correntes políticas que disputavam espaço no movimento estudantil durante o período estudado.

O autor identifica dois grandes blocos: o “operário e popular” e o “nacional-democrático”.

No primeiro, predominava uma leitura centrada na contradição entre trabalho e capital e na perspectiva de uma transformação socialista. Já o segundo destacava a questão democrática, articulada a uma posição anti-imperialista.

Apesar das diferenças políticas e ideológicas, havia entre os militantes uma característica comum: a percepção de que aquela geração tinha participação direta na construção dos acontecimentos históricos.

Essa atmosfera é relacionada pelo livro ao espírito de uma época marcado pelo verso de “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Assim, tanto a luta pela redemocratização e pela ampliação da frente anti-imperialista quanto a perspectiva de uma revolução socialista faziam parte dos futuros imaginados por diferentes grupos que atuavam no movimento estudantil.

Uma década para compreender a história

Para o autor, recuperar esse período é importante não apenas para compreender a trajetória do movimento estudantil, mas também para registrar a reconstrução das organizações estudantis dentro da própria UFRN.

A escolha de 1974 como ponto de partida também dialoga com pesquisas anteriores sobre o movimento estudantil potiguar. Segundo o pesquisador, já existia uma obra da professora Justina Iva abordando o período anterior, enquanto o novo trabalho concentra-se justamente na década seguinte, marcada pela reorganização das entidades e pela retomada da mobilização estudantil.

“Eu tematizei essa discussão até 1984 porque um trabalho de pesquisa precisa ser delimitado. Por que 1984? 84 foi o ano da ocupação da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte pelos estudantes”, explica.

O autor é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Mossoró, graduado em Sociologia e mestre e doutor em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Lançamento

A publicação chega ao público como um registro de memória sobre uma geração que participou da reconstrução do movimento estudantil em um dos períodos mais delicados da história política brasileira.

O lançamento acontece no dia 1º de outubro, às 8h30, no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), no Campus Central da UFRN, em Natal.

O livro está em pré-venda por R$ 60. A proposta é que os leitores possam adquirir antecipadamente o exemplar e fazer a retirada no dia do lançamento.

Serviço

Lançamento de livro sobre o movimento estudantil na UFRN
Data: 1º de outubro
Horário: 8h30
Local: Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) – Campus Central da UFRN, Natal/RN
Pré-venda: R$ 60

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Lei regulamenta psicopedagogia no Brasil e estabelece novas regras para atuação profissional

Lei 15.519/2026 entrou em vigor nesta quarta-feira (23), define atribuições dos psicopedagogos, estabelece dever de sigilo e preserva atuação de profissionais que já trabalhavam na área

A psicopedagogia passou a ter regras definidas por lei em todo o território nacional. A Lei nº 15.519/2026, sancionada em 22 de setembro e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (23), regulamenta o exercício da atividade e estabelece atribuições, deveres e garantias para profissionais que atuam na área.

A nova legislação foi sancionada com veto parcial ao dispositivo que estabelecia requisitos específicos de formação para o exercício da psicopedagogia. O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional.

A norma tem origem no Projeto de Lei nº 1.675/2023, de autoria do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que passou pela análise do Senado e da Câmara dos Deputados antes de chegar à Presidência da República.

O que muda com a nova lei

A Lei 15.519 estabelece que o exercício da atividade de psicopedagogia é livre em todo o país, observadas as disposições previstas na própria legislação.

Entre as atribuições reconhecidas estão a intervenção psicopedagógica voltada a indivíduos, grupos e instituições nos contextos da educação e da saúde, além da realização de avaliações e intervenções exclusivamente psicopedagógicas, utilizando métodos, técnicas e instrumentos próprios da área.

A legislação também inclui entre as atividades profissionais a pesquisa, prevenção e avaliação relacionadas aos processos de aprendizagem. Consultoria e assessoria psicopedagógicas, apoio a equipes, supervisão de profissionais e coordenação de cursos também estão previstas.

O psicopedagogo também poderá atuar na direção de serviços de psicopedagogia em estabelecimentos públicos ou privados e participar da realização e direção de pesquisas relacionadas à área.

A lei ressalva que essas atribuições não retiram as competências legalmente atribuídas aos demais profissionais habilitados das áreas de saúde e educação.

Profissionais que já atuavam na área terão direito de continuar

Um dos pontos previstos na legislação é a garantia de continuidade para quem já exercia funções de psicopedagogo antes da publicação da lei.

De acordo com o artigo 3º, os atuais ocupantes de cargos ou funções de psicopedagogo em órgãos ou instituições públicas e privadas poderão continuar exercendo suas atividades, desde que tenham iniciado a atuação antes da publicação da nova legislação.

A medida cria uma regra de transição para profissionais que já estavam inseridos no mercado de trabalho antes da regulamentação.

Sigilo passa a ser dever previsto em lei

A legislação também estabelece expressamente o dever de sigilo profissional.

O psicopedagogo deverá preservar as informações obtidas durante o exercício de sua atividade. A lei permite que essas informações sejam compartilhadas com outros profissionais envolvidos no atendimento, desde que haja autorização do cliente.

O descumprimento dessa obrigação poderá caracterizar violação de segredo profissional, sujeitando o responsável às sanções civis e penais cabíveis.

Formação específica foi vetada

O principal ponto retirado do texto sancionado foi o artigo 2º, que estabelecia quem poderia exercer a atividade de psicopedagogia.

O dispositivo aprovado pelo Congresso previa, entre outras possibilidades, a atuação de pessoas com graduação em psicopedagogia e de profissionais formados em psicologia, pedagogia, licenciatura ou fonoaudiologia que concluíssem especialização em psicopedagogia com duração mínima de 600 horas, dentro do prazo estabelecido no projeto.

O Poder Executivo decidiu vetar integralmente esse dispositivo. Na justificativa encaminhada ao Congresso, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Educação e da Saúde manifestaram-se pelo veto, apontando que a exigência poderia criar restrições ao exercício da atividade e afetar a oferta de atendimento nas áreas de educação e saúde.

Com isso, a lei publicada não contém, em seu texto vigente, o conjunto de requisitos de formação que havia sido aprovado pelo Legislativo.

Congresso ainda poderá analisar o veto

O veto presidencial não encerra definitivamente a discussão sobre o artigo retirado da proposta.

O Congresso Nacional recebeu o Veto nº 54/2026 em 23 de setembro. A matéria está em tramitação e poderá ser analisada pelos deputados e senadores, que decidirão pela manutenção ou rejeição do veto.

Enquanto não houver eventual mudança decorrente da análise parlamentar, permanece em vigor o texto da Lei nº 15.519/2026 publicado no Diário Oficial da União.

Lei já está em vigor

A Lei nº 15.519 determina, em seu artigo 6º, que a norma entra em vigor na data de sua publicação. Como o texto foi publicado no DOU em 23 de setembro de 2026, suas disposições já estão em vigor.

A regulamentação representa uma nova etapa para a psicopedagogia no país ao estabelecer, em lei federal, as principais atividades relacionadas à avaliação, prevenção, intervenção, pesquisa e acompanhamento dos processos de aprendizagem.

Foto: Internet

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Morre aos 47 anos George Torres, liderança histórica do movimento estudantil potiguar

Militante que ajudou a construir importantes capítulos do movimento estudantil de Natal deixa mulher e filho; velório acontece nesta quarta-feira (23), nas Rocas

O movimento estudantil do Rio Grande do Norte perdeu, na terça-feira (22), uma de suas importantes lideranças históricas. George Torres morreu aos 47 anos, deixando a esposa e um filho. Segundo informações da família, a causa da morte foi um edema pulmonar.

O velório acontece nesta quarta-feira (23), no Centro de Velório Comunitário das Rocas, localizado na Rua São Pedro, nº 102, no bairro das Rocas, em Natal.

A trajetória de George Torres se confunde com um período de intensa mobilização da juventude potiguar. Morador de comunidades marcadas pela vulnerabilidade social, encontrou no movimento estudantil uma possibilidade de transformação pessoal e coletiva. Foi a partir de um convite do amigo Ailton, então presidente do grêmio da Escola Estadual Café Filho, que teve o primeiro contato com a militância.

A participação em uma reunião abriu um novo caminho. George foi eleito presidente do grêmio da Escola Estadual Café Filho e, posteriormente, também presidiu o grêmio da Escola Estadual Isabel Gondim. A atuação nas escolas o levou à União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (UMES Natal) e, depois, à direção da Associação Potiguar dos Estudantes Secundaristas (APES), onde exerceu a função de tesoureiro.

Nas ruas, uma juventude que queria ser ouvida

Entre plenárias, assembleias, congressos e reuniões, George participou de momentos marcantes da mobilização estudantil em Natal. Um dos episódios de maior repercussão foi a organização da chamada “Passeata dos 5 mil”, que reuniu milhares de estudantes nas ruas da capital potiguar em defesa de pautas como a meia-passagem, melhores condições e maior participação da juventude nas decisões que afetavam seu cotidiano.

Era um período em que a mobilização dependia de panfletos, reuniões presenciais, articulação entre grêmios e do tradicional boca a boca. Antes das redes sociais e dos smartphones, a organização estudantil acontecia nos corredoresdas escolas, nas plenárias e nas ruas.

George também participou, em 2002, de uma das manifestações que ficaram registradas na história política do Rio Grande do Norte: o ato que ficou conhecido como lavagem das calçadas da Assembleia Legislativa. A manifestação foi organizada pela APES e pela UMES, com participação da OAB/RN e de lideranças como Valério Marinho, então presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no estado. O protesto fazia críticas à corrupção durante o governo Garibaldi Alves Filho.

Uma vida marcada pela militância

Com o passar dos anos, George acompanhou as transformações pelas quais passou o movimento estudantil. Novas pautas ganharam espaço, entre elas, o combate ao racismo, as ocupações de escolas e, posteriormente, a utilização das redes sociais e das ferramentas digitais como instrumentos de mobilização.

Apesar das mudanças, manteve uma compreensão construída ainda nos anos de militância: a importância da presença nas escolas, da escuta da juventude, da organização de base e da ocupação dos espaços públicos.

Sua história representa uma geração que encontrou nos grêmios estudantis e nas entidades representativas um caminho de participação social e política.

A trajetória de George foi registrada no livro “Nós, Eles e o Movimento Estudantil – 45 Anos”, obra que recupera histórias, personagens e acontecimentos do movimento estudantil potiguar entre 1979 e 2025.

No relato publicado na obra, sua passagem pelo movimento estudantil é apresentada como muito mais do que uma experiência da juventude. Foi um período de formação, descoberta e transformação, marcado pela participação em manifestações, congressos, plenárias e pela construção coletiva de bandeiras que mobilizaram milhares de estudantes.

Um capítulo que permanece na memória

A morte de George Torres encerra uma trajetória de 47 anos, mas também deixa registrada uma parte da história do movimento estudantil do Rio Grande do Norte.

Para antigos companheiros de militância, estudantes e lideranças que conviveram com ele, sua história permanece ligada às ruas de Natal, aos grêmios, às entidades estudantis e às manifestações de uma época em que milhares de jovens descobriram, na organização coletiva, uma forma de reivindicar direitos e participar da vida pública.

George deixa a esposa, o filho, familiares, amigos e uma geração de companheiros de caminhada. Deixa também seu nome registrado na memória do movimento estudantil potiguar.

O velório acontece no Centro de Velório Comunitário das Rocas, na Rua São Pedro, nº 102, no bairro das Rocas, em Natal.

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Taís Araujo apresenta “Mudando de pele” no Teatro Riachuelo em Natal

Sucesso de público e crítica, o espetáculo dirigido por Yara de Novaes tem sessão única no dia 23 de outubro, às 21h, no Teatro Riachuelo. Vendas abertas

O espetáculo Mudando de Pele chega a Natal para uma apresentação única no dia 23 de outubro, às 21h, no Teatro Riachuelo. Protagonizado por Taís Araujo e dirigido pela premiada Yara de Novaes, o espetáculo marca o retorno da atriz aos palcos depois de 10 anos e tem ingressos à venda em uhuu.com ou na bilheteria do teatro.
A montagem teatral da autora inglesa Amanda Wilkin chega à capital potiguar com cinco indicações ao Prêmio Shell de Teatro e uma trajetória de sessões lotadas. Na narrativa contemporânea, o espetáculo aborda identidade, pertencimento e os caminhos de uma mulher em busca de si mesma.

No centro da história está Mayah, uma mulher de quase 40 anos que se sente inconformada por ter de reproduzir acordos sociais, emocionais e identitários que já não fazem sentido em sua vida. Movida pelo desejo de uma ruptura profunda, ela inicia uma travessia de autoconhecimento e transformação que se dá a partir do encontro com outras mulheres.
No palco, Taís divide a narrativa com duas musicistas: Dani Nega, que também assina a direção musical, e Layla, responsável por instrumentos tocados ao vivo, entre eles a kora africana, harpa tradicional dos povos da África Ocidental. A música se integra à dramaturgia e contribui para construir a atmosfera da jornada de Mayah.
A montagem tem produção da Quintal Produções, dramaturgismo de Nathália Cruz, cenografia de André Cortez, direção de movimento e colaboração artística de Cristina Moura e desenho de luz de Gabriele Souza. A produção local em Natal é da Bobox Produções.

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Candidato do MDB denuncia possível irregularidade na distribuição do Fundo Eleitoral e PRE/RN abre apuração

O candidato a deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB/RN), Luciano Tertulino Barbosa, acionou a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN) para denunciar uma possível irregularidade na distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados às candidaturas de pessoas negras e pardas nas eleições de 2026.

A representação foi encaminhada à PRE/RN no dia 11 de setembro e resultou na instauração de uma Notícia de Fato Eleitoral para apurar os fatos apresentados pelo candidato. O despacho é assinado pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade.

Segundo a denúncia, a direção estadual do MDB/RN teria recebido R$ 2,7 milhões em recursos do FEFC. Luciano Barbosa sustenta que, considerando a regra de distribuição proporcional destinada às candidaturas de pessoas negras e pardas, pelo menos 30% desse montante — o equivalente a R$ 810 mil — deveria ser destinado a esse grupo de candidaturas.

Ainda de acordo com o relato apresentado à Procuradoria, Luciano, que se declara pardo, afirma ter recebido até o momento R$ 20 mil. O candidato argumenta que, havendo nove candidatos declarados negros e pardos na nominata, o valor individual deveria superar R$ 80 mil.

Valores apontados pelo candidato

Na denúncia, também são mencionados valores de recursos destinados a outros candidatos do partido. Entre os nomes citados estão Ivan Júnior, Josivan Bibiano e Antônio Jácome, com R$ 200 mil cada, além de Walter Alves, que teria recebido R$ 480 mil.

Também aparecem na relação apresentada pelo candidato Ângela Paiva, com R$ 350 mil; Ana Luiza, com R$ 405 mil; e Yara Góis, com R$ 250 mil.

Os valores acima integram as informações apresentadas na denúncia e deverão ser confrontados com a documentação oficial durante a apuração. O despacho da PRE/RN determinou que o MDB apresente os comprovantes bancários dos repasses realizados a todos os candidatos a deputado estadual pela legenda no Rio Grande do Norte.

Procuradoria requisita documentos ao MDB

Ao instaurar a Notícia de Fato Eleitoral, a Procuradoria Regional Eleitoral determinou que o presidente do diretório estadual do MDB/RN apresente, no prazo de cinco dias úteis, o plano ou critério formal utilizado pelo partido para distribuir os recursos do FEFC.

O partido também deverá apresentar a demonstração dos percentuais e valores destinados às candidaturas femininas e às candidaturas de pessoas negras e pardas, além dos comprovantes bancários dos repasses realizados aos candidatos.

A PRE/RN também solicitou a relação nominal dos candidatos a deputado estadual, acompanhada das respectivas autodeclarações raciais apresentadas no registro de candidatura.

Apuração ainda está em fase inicial

O documento da Procuradoria não conclui que houve irregularidade. Neste momento, o órgão eleitoral determinou a coleta de informações e documentos para verificar se os critérios utilizados pelo MDB/RN estão de acordo com as regras eleitorais aplicáveis.

O despacho destaca que a análise envolve a fiscalização das regras de ações afirmativas e da distribuição proporcional de recursos públicos de campanha destinados às candidaturas de pessoas negras e pardas, considerando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e a Resolução TSE nº 23.607/2019.

A Procuradoria informou ainda que o candidato Luciano Tertulino Barbosa será comunicado oficialmente sobre a instauração do procedimento e poderá acompanhar os atos da investigação.

O caso agora segue para análise da documentação que será apresentada pelo MDB/RN. A partir dessas informações, a Procuradoria Regional Eleitoral poderá avaliar se houve ou não descumprimento das regras de distribuição dos recursos públicos de campanha.

Foto: Internet

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Governo e Sudene firmam parceria para incluir RN na Transnordestina

Estudos vão analisar viabilidade do transporte de cargas entre as cidades de Mossoró e Caiçara do Norte, onde será instalado o Porto-Indústria Verde, até Iguatu (CE)

Em mais uma ação para fortalecer a logística potiguar, o Governo do Estado e a Sudene firmaram uma parceria para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de um novo trecho ferroviário no Rio Grande do Norte. O projeto visa conectar a Transnordestina — um dos maiores corredores férreos do país — aos municípios de Mossoró e Caiçara do Norte, local onde será instalado o futuro Porto-Indústria Verde.

A parceria foi formalizada nesta terça-feira (18) entre a governadora Fátima Bezerra e o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre. A autarquia vai contratar um estudo técnico para estruturar as bases do projeto logístico, bem como o modelo de contratação técnica.

Segundo a governadora Fátima Bezerra, o projeto tem potencial para ampliar as rotas logísticas do Rio Grande do Norte, reduzindo custos e ampliando a capacidade de escoamento da produção regional.

“O superintendente da Sudene acolheu nossa reivindicação para a realização de um estudo, financiado pela própria autarquia, que vai definir o traçado exato dessa inclusão, ligando o Porto-Indústria Verde e Mossoró até Iguatu, no Ceará. Inserir o Rio Grande do Norte na Transnordestina significa abrir um novo corredor logístico e garantir desenvolvimento para todas as cidades que serão abrangidas pelo projeto”, disse Fátima Bezerra.

A chefe do Executivo estadual asseverou que o futuro corredor ferroviário poderá atender setores como mineração, petróleo, gás, agricultura irrigada e de energias renováveis. “Vai permitir o escoamento do sal marinho, frutas destinadas à exportação e equipamentos relacionados aos setores eólico, solar e de hidrogênio verde”, comemorou.

O superintendente da Sudene explicou que os levantamentos deverão considerar o traçado, as condições de operação, as demandas de transporte e os aspectos econômicos e financeiros do empreendimento. “O objetivo do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira (EVTE) é definir com precisão de engenharia o traçado, os custos de desapropriação e os investimentos necessários para a execução física do trecho”, disse.

De acordo com Francisco Ferreira Alexandre, além de priorizar a logística integrada de grandes cargas — como minerais, grãos e insumos energéticos —, as diretrizes do estudo de viabilidade devem contemplar, de forma prospectiva, a possibilidade de a nova linha férrea operar o transporte de passageiros em uma etapa futura.

A implementação deste serviço de transporte coletivo, segundo ele, estará condicionada à celebração de acordos operacionais e comerciais específicos. “Esse projeto será fundamental para levar desenvolvimento, crescimento e transformação para cidades como Apodi e Pau dos Ferros, por exemplo”, complementou.

Conexão com o Porto-Indústria Verde

A governadora Fátima Bezerra ressaltou que a meta do projeto é conectar a ferrovia ao futuro Porto-Indústria Verde, em Caiçara do Norte, ampliando as alternativas de transporte para a região. “A estrutura vai atender a todas as operações de exportação e importação, além de atividades relacionadas às energias renováveis, que são o foco do futuro terminal portuário potiguar”, destacou.

Para o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado Neto, a inclusão do Rio Grande do Norte na malha ferroviária regional representa um marco estratégico para a interiorização do desenvolvimento industrial no semiárido.

Ainda segundo ele, o projeto criará um novo eixo de escoamento e suprimento, reduzindo custos de frete e elevando a competitividade dos portos e das bacias produtivas do estado na integração com mercados vizinhos. “Uma vez integrado à Transnordestina — passando por Mossoró, Apodi e Pau dos Ferros —, o porto ganhará ainda mais relevância. Isso nos permitirá transportar hidrogênio, amônia para fertilizantes, sal e frutas pela ferrovia, aumentando expressivamente a nossa competitividade”, ressaltou.

Transnordestina

A Ferrovia Transnordestina foi concebida para integrar o interior produtivo do Nordeste aos principais portos da região e baratear o escoamento da produção agrícola e mineral. Iniciada em 2006, a obra vai cobrir mais de 1,2 mil km de extensão, ligando o polo produtor de grãos em Eliseu Martins (Piauí) ao Porto do Pecém (Ceará).

Também participaram da reunião a secretária-chefe do Gabinete Civil, Virgínia Ferreira; o secretário de Planejamento, Alexandre Lima e o assessor técnico do Consórcio Nordeste, Pedro Lima.

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Possível saída de Luciano Barbosa coloca atenção sobre nominata do MDB no RN

A possível desistência de Luciano Barbosa, liderança do movimento das pessoas com deficiência e candidato a deputado estadual pelo MDB, volta a chamar atenção para a organização da nominata do partido no Rio Grande do Norte.

A eventual saída estaria relacionada à insatisfação com o espaço e o apoio recebido dentro da legenda. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de desistência, e o cenário pode mudar a partir de novas conversas entre o candidato e a direção partidária.

Luciano agrega à nominata uma pauta de forte representatividade social, especialmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Sua candidatura também amplia a diversidade de perfis e segmentos presentes na chapa.

O MDB chega à disputa com uma nominata que reúne nomes de diferentes regiões e trajetórias políticas. Entre eles estão Walter Alves, atual presidente estadual da legenda e candidato a deputado estadual, além do ex-deputado Antônio Jácome, que também integra a chapa. O partido confirmou ainda nomes como Ivan Júnior e Josivan Bibiano, entre outras lideranças.

A composição foi oficialmente homologada em julho, em convenção estadual conduzida por Walter Alves, consolidando a estratégia do partido para a disputa proporcional.

Nesse contexto, eventuais desistências ou manifestações de insatisfação merecem atenção da direção partidária. Em uma eleição proporcional, a força da nominata está diretamente relacionada à capacidade de mobilização de seus diferentes candidatos e às condições oferecidas para que cada um desenvolva sua campanha.

Segundo relatos de bastidores, outros integrantes também estariam cobrando maior atenção e estrutura do partido. São questões que, se persistirem, podem exigir uma atuação mais próxima da direção para preservar a unidade da chapa.

A situação de Luciano, portanto, ainda não representa uma ruptura, mas funciona como um sinal de alerta para o MDB. O diálogo com os candidatos será importante para evitar que divergências internas comprometam uma nominata construída ao longo dos últimos meses.

A direção do partido ainda poderá buscar uma solução para manter Luciano na disputa e garantir que diferentes segmentos sociais continuem representados na composição eleitoral do MDB no Rio Grande do Norte.

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Lula tem recepção marcada na Arena das Dunas nesta quinta-feira em Natal

A chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Rio Grande do Norte deve mobilizar apoiadores nesta quinta-feira (20), em Natal. A recepção está marcada para as 17h, na Arena das Dunas, na zona Sul da capital.

A mobilização foi divulgada por apoiadores do presidente nas redes sociais, que convocam militantes e simpatizantes para participar do encontro e acompanhar a agenda de Lula no estado.

A atividade ocorre em um momento de intensa movimentação política nacional e deverá reunir representantes de movimentos sociais, lideranças políticas e apoiadores do governo federal.

A expectativa é de que a presença do presidente também seja acompanhada por manifestações de apoio às ações do governo e pela mobilização da base política de Lula no Rio Grande do Norte.

O encontro na Arena das Dunas deve marcar um dos momentos de maior concentração de apoiadores durante a passagem presidencial pelo estado.

Foto: Internet

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Escolas estaduais movimentam R$ 556 mil durante a Feira do Livro de Mossoró

Mais de 60 mil estudantes de 246 unidades da rede estadual são contemplados pela iniciativa

A 21ª edição da Feira do Livro de Mossoró foi aberta nesta quarta-feira (12), no Campus da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), reunindo estudantes, professores, escritores, gestores e representantes de instituições ligadas à educação e à cultura.

Nesta edição, 246 escolas da rede estadual de ensino dispõem de R$ 556.357,77 para aquisição de livros durante a feira. As unidades estão localizadas nas regiões de Macau, Angicos, Caicó, Assu, Apodi, Umarizal, Mossoró e Pau dos Ferros e atendem, conjuntamente, 60.729 estudantes. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer, por meio do Núcleo do Livro, Leitura e Biblioteca (NULLB).

Os recursos são destinados à ampliação e diversificação dos acervos bibliográficos das escolas estaduais e ao desenvolvimento de ações de formação leitora.
A proposta prevê que a aquisição de obras seja acompanhada de atividades pedagógicas destinadas ao incentivo à leitura crítica e participativa, ampliando o acesso dos estudantes aos livros e fortalecendo a utilização dos acervos no cotidiano escolar.

“A participação da rede estadual na Feira do Livro não se limita à aquisição de obras. Estamos fortalecendo uma política de formação de leitores, garantindo que os livros cheguem às escolas e sejam incorporados ao trabalho pedagógico. São mais de 60 mil estudantes alcançados nesta edição, em diferentes regiões do estado, com atenção também à literatura produzida no Rio Grande do Norte”, afirmou a secretária de Educação do RN, professora Socorro Batista, presente na abertura da feira.

Os recursos são repassados diretamente aos Caixas Escolares, responsáveis pela aquisição dos títulos. Os valores destinados a cada unidade são definidos de acordo com o número de matrículas registradas no SIGEduc. A seleção das obras considera as necessidades pedagógicas das escolas, as etapas de ensino atendidas e o perfil dos estudantes.

Entre os critérios estabelecidos para utilização dos recursos está a valorização da produção literária do Rio Grande do Norte. Pelo menos 40% do valor disponibilizado a cada escola deve ser utilizado na aquisição de obras de autores potiguares.

As obras selecionadas também devem ser adequadas às faixas etárias dos estudantes e observar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Referenciais Curriculares Potiguares. A seleção deve contemplar ainda materiais acessíveis, incluindo livros em Braille ou arquivos digitais compatíveis com leitores de tela.

Após a aquisição, as unidades escolares deverão desenvolver atividades pedagógicas relacionadas às obras incorporadas aos seus acervos, de modo a ampliar o contato dos estudantes com a literatura e incentivar práticas de leitura no ambiente escolar.

Durante a Feira do Livro de Mossoró, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) participa da programação com atividades de caráter educativo e disponibilização de materiais informativos.

Fotos: Carlos Costa /ASSECOM

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Liderança feminina no centro da 4ª edição do Fórum da Rede Mulher de Valor

CDL Natal e Sebrae RN lançaram nesta quarta-feira o evento que será realizado no dia 03 de setembro no Teatro Riachuelo

A CDL Natal e o Sebrae RN lançaram nesta quarta-feira (12) a quarta edição do Fórum Rede Mulher de Valor, que será realizado no dia 03 de setembro, no Teatro Riachuelo, em Natal. Com o tema “A liderança é o sol que nos une”. O evento deste ano terá quatro eixos — Liderança Inovadora, Marketing & Crescimento, Sustentabilidade & Legado e O Futuro — conduzidos por mulheres que são referências em suas áreas e atuam na liderança de pessoas, equipes, empresas e projetos no Rio Grande do Norte.

A programação foi apresentada a partir de quatro perguntas que traduzem os desafios que estarão no centro das discussões. No eixo Liderança Inovadora, conduzido por Dani Mafra, a provocação será: “Sua empresa cresce sem você?”, levando à reflexão sobre formação de times, delegação de decisões e construção de empresas capazes de crescer para além da figura da fundadora. Em Marketing & Crescimento, Diana Petta parte da pergunta “O que faz uma empresa ser escolhida — e continuar crescendo?”, abordando marca, vendas, posicionamento, aquisição de clientes e novas estratégias de

O terceiro eixo, Sustentabilidade e Legado, será conduzido por Mona Nóbrega, a partir da pergunta “Quanto vale sua empresa além dos números?”. A discussão irá abordar impacto, reputação e o legado que uma empresa constrói enquanto cresce. Fechando os quatro eixos, Maria Luisa Fontes conduzirá o tema O Futuro, trazendo a provocação: “Se queremos mais mulheres liderando, o que vamos fazer a respeito?”. A proposta é transformar a discussão sobre liderança feminina em uma agenda concreta para o ambiente de negócios.

O conceito desta edição também estabelece uma conexão com a identidade potiguar. Inspirado na força, na resistência e na capacidade de renovação da Caatinga, o Fórum propõe uma reflexão sobre mulheres que, assim como a vegetação que floresce a partir de suas próprias raízes, transformam desafios em oportunidades e constroem novos caminhos. Essa relação dialoga com a própria história do Rio Grande do Norte, marcada pelo pioneirismo feminino de nomes como Nísia Floresta, referência na defesa da educação e dos direitos das mulheres, e Alzira Soriano, primeira prefeita eleita da América Latina. O estado também foi pioneiro na conquista do voto feminino, reforçando a trajetória de participação das mulheres nos espaços de decisão.“A Rede Mulher de Valor nasceu do incômodo com a ausência de mulheres nos espaços de decisão e da certeza de que talento feminino não falta — o que falta é oportunidade estruturada. Hoje, ela se consolida como um movimento que não apenas inspira, mas forma, conecta e impulsiona mulheres para posições de liderança, com impacto real na economia do nosso estado”, afirma Maria Luiza Fontes, vice-presidente da CDL Natal.

Para Mona Nóbrega, gerente de Negócios de Impacto do Sebrae/RN, ampliar a participação das mulheres na liderança significa também ampliar a capacidade de geração de valor dos negócios e da própria economia. “Quando uma mulher ocupa espaços de decisão, não estamos falando apenas de representatividade. Estamos falando de negócios que incorporam novas perspectivas, ampliam mercados, geram oportunidades e movimentam a economia. Investir na liderança feminina é investir em inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável”, destaca.

Uma rede que se multiplica

A quarta edição do Fórum Rede Mulher de Valor ganhou um rosto coletivo. Nesta edição, sessenta mulheres empreendedoras e líderes de seus negócios foram homenageadas com uma comenda que traz a identidade visual do evento, representando diferentes trajetórias, negócios, profissões e formas de liderança. A iniciativa transforma essas mulheres em mobilizadoras da Rede, responsáveis por levar a outras empreendedoras o convite para participar do Fórum. A ideia traduz um dos principais propósitos do movimento: uma mulher abre caminho, outra chega, outra se fortalece — e a rede cresce.

Liderança feminina no centro da 4ª edição do Fórum da Rede Mulher de Valor Read More »