Corrida pela Assembleia no RN tem baixa lembrança de nomes e expõe disputa fragmentada em Natal
A eleição para deputado estadual no Rio Grande do Norte ainda caminha em ritmo lento na percepção do eleitor de Natal. É o que mostra a pesquisa espontânea do Instituto Metadata em parceria com o Grupo Dial, que revela um cenário marcado por dispersão de nomes e, sobretudo, por uma expressiva ausência de definição.
Com 84,5% dos entrevistados afirmando não saber ou preferindo não responder em quem votar, o levantamento escancara uma disputa ainda em estágio inicial, onde praticamente nenhum candidato conseguiu consolidar presença significativa na memória do eleitor.
Entre os poucos nomes citados, o deputado Ubaldo Fernandes aparece com 1,0%, sendo o mais lembrado. Em seguida, Robson Carvalho, Camila Araújo e Eudiane Macedo surgem empatados com 0,6%, formando um bloco que, embora à frente dos demais, ainda está distante de qualquer cenário de consolidação.
Na sequência, com 0,4%, aparecem Eriko Jácome, Gustavo Carvalho, Coronel Azevedo, Luiz Eduardo e Matheus Faustino. Já com 0,3%, foram citados Francisco do PT, Divaneide Basílio, Tomba Farias, Anne Lagartixa, Gustavo Soares, Daniel Valença e menções genéricas como “algum de direita”.
Outros nomes também aparecem no levantamento com índices menores, refletindo o alto nível de fragmentação da disputa: Adjunto Dias, Nelter Queiroz, Walter Alves, Prof. Luiz Carlos, “algum do PT” e Hermano Morais, todos com 0,2%.
Com 0,1% das menções, a lista se amplia ainda mais, incluindo Nicolas Torres, Sargento Manasséis, Ezequiel Ferreira, Herberth Sena, Cristiane Dias, Dr. Ginaldo, Paulinho Freire, Irapoã Oliveira, Felipe Alves, Isolda Dantas, Taveira, Ivan Baron, Brenno Queiroga, João Maia, Nina Souza, Júlia Arruda, Pedro Lopes, Kleber Rodrigues, Rafael Motta, Léo Souza, Sandro Pimentel, Lucas Pavanato, Subtenente Eliab, Dr. Thiago Almeida, Thabatta Pimenta, Edson Negão, General Girão, Brisa Bracchi, Carla Dickson e Cristiane Dantas.
Além disso, 4,3% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.
Eleitor ainda distante e cenário em aberto
A leitura do levantamento aponta para um eleitor ainda pouco engajado na disputa proporcional, com baixa identificação nominal e tendência a decidir o voto mais próximo do pleito. A presença de respostas genéricas também indica que fatores ideológicos podem pesar mais do que nomes neste momento inicial.
Com isso, o cenário segue completamente aberto, favorecendo candidaturas que consigam ganhar visibilidade, construir conexão com o eleitor e ocupar espaços estratégicos ao longo da pré-campanha.
A pesquisa foi realizada nos dias 27 e 28 de março, com 1.000 entrevistados em Natal. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
Foto: Reprodução















