Política

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Corrida pela Assembleia no RN tem baixa lembrança de nomes e expõe disputa fragmentada em Natal

A eleição para deputado estadual no Rio Grande do Norte ainda caminha em ritmo lento na percepção do eleitor de Natal. É o que mostra a pesquisa espontânea do Instituto Metadata em parceria com o Grupo Dial, que revela um cenário marcado por dispersão de nomes e, sobretudo, por uma expressiva ausência de definição.

Com 84,5% dos entrevistados afirmando não saber ou preferindo não responder em quem votar, o levantamento escancara uma disputa ainda em estágio inicial, onde praticamente nenhum candidato conseguiu consolidar presença significativa na memória do eleitor.

Entre os poucos nomes citados, o deputado Ubaldo Fernandes aparece com 1,0%, sendo o mais lembrado. Em seguida, Robson Carvalho, Camila Araújo e Eudiane Macedo surgem empatados com 0,6%, formando um bloco que, embora à frente dos demais, ainda está distante de qualquer cenário de consolidação.

Na sequência, com 0,4%, aparecem Eriko Jácome, Gustavo Carvalho, Coronel Azevedo, Luiz Eduardo e Matheus Faustino. Já com 0,3%, foram citados Francisco do PT, Divaneide Basílio, Tomba Farias, Anne Lagartixa, Gustavo Soares, Daniel Valença e menções genéricas como “algum de direita”.

Outros nomes também aparecem no levantamento com índices menores, refletindo o alto nível de fragmentação da disputa: Adjunto Dias, Nelter Queiroz, Walter Alves, Prof. Luiz Carlos, “algum do PT” e Hermano Morais, todos com 0,2%.

Com 0,1% das menções, a lista se amplia ainda mais, incluindo Nicolas Torres, Sargento Manasséis, Ezequiel Ferreira, Herberth Sena, Cristiane Dias, Dr. Ginaldo, Paulinho Freire, Irapoã Oliveira, Felipe Alves, Isolda Dantas, Taveira, Ivan Baron, Brenno Queiroga, João Maia, Nina Souza, Júlia Arruda, Pedro Lopes, Kleber Rodrigues, Rafael Motta, Léo Souza, Sandro Pimentel, Lucas Pavanato, Subtenente Eliab, Dr. Thiago Almeida, Thabatta Pimenta, Edson Negão, General Girão, Brisa Bracchi, Carla Dickson e Cristiane Dantas.

Além disso, 4,3% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.

Eleitor ainda distante e cenário em aberto

A leitura do levantamento aponta para um eleitor ainda pouco engajado na disputa proporcional, com baixa identificação nominal e tendência a decidir o voto mais próximo do pleito. A presença de respostas genéricas também indica que fatores ideológicos podem pesar mais do que nomes neste momento inicial.

Com isso, o cenário segue completamente aberto, favorecendo candidaturas que consigam ganhar visibilidade, construir conexão com o eleitor e ocupar espaços estratégicos ao longo da pré-campanha.

A pesquisa foi realizada nos dias 27 e 28 de março, com 1.000 entrevistados em Natal. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

Foto: Reprodução

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Pesquisa em Natal expõe cenário indefinido para deputado federal e liderança ainda pulverizada

Um novo levantamento sobre a disputa para a Câmara dos Deputados em Natal revela um cenário marcado por alta indefinição do eleitorado e baixa consolidação de candidaturas. A pesquisa espontânea mostra a deputada Natália Bonavides numericamente à frente, mas com vantagem limitada diante do elevado número de indecisos.

De acordo com os dados, 81,3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um nome, evidenciando um ambiente ainda aberto. Entre os mais citados aparecem Natália Bonavides (2,7%), Nina Souza (1,6%), Sargento Gonçalves (1,4%) e Matheus Faustino (0,9%).

Na sequência, com percentuais abaixo de 1%, surgem General Girão e Fernando Mineiro (0,6% cada), além de Thabatta Pimenta, Ubaldo Fernandes e Camila Araújo (0,4%). Também aparecem Divaneide Basílio, Carlos Eduardo Alves, Coronel Brilhante e Carla Dickson (0,3%).

Com 0,2%, são citados Benes Leocádio, Júlio César, Tomba Farias, Styvenson Valentim, Eudiane Macedo e a menção genérica “algum do PT”.

Já com 0,1%, aparecem Álvaro Dias, Cleiton da Policlínica, Walter Alves, Robinson Faria, Milklei Leite, João Maia, Ana Carolina Serra, Gustavo, Coronel Azevedo, Robson Carvalho, Tércio Tinoco, Rafael Motta, Sargento Morais, Professor Emerson Melo, Alexandre Lima, Eriko Jácome, Zenaide Maia, Taveira Júnior, Mariana Almeida, Albert Dickson, Luiz Eduardo, Dr. Milano Máximo e Lucas Pavanato.

Mais indecisão do que disputa

O dado mais relevante do levantamento não é a liderança, mas o baixo nível de lembrança espontânea dos candidatos. Com ampla maioria sem definição, o cenário indica que a disputa ainda está em fase inicial e deve sofrer mudanças significativas ao longo do processo eleitoral.

O percentual de brancos, nulos ou nenhum (5%) também reforça o distanciamento do eleitor neste momento.

Cenário ainda em construção

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07708/2026, a pesquisa foi realizada com 1.000 entrevistados entre os dias 27 e 28 de março, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

Apesar da liderança inicial, o quadro revela uma eleição ainda aberta, onde o principal desafio dos pré-candidatos será ganhar visibilidade, consolidar discurso e se conectar com o eleitorado nos próximos meses.

Foto: Reprodução

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Aprovação do Projeto Antifacção expõe disputas políticas e deixa dúvidas sobre a eficácia no combate ao crime organizado

A Câmara dos Deputados aprovou, por 370 votos a 110, o chamado Projeto Antifacção, proposta enviada pelo governo federal, mas cuja condução no Congresso acabou marcada por embates políticos, críticas internas e questionamentos sobre a real efetividade das medidas.

Embora o texto endureça penas, crie novos tipos penais e amplie instrumentos de investigação, a votação Foi acompanhada por divergências entre governo, oposição e até dentro da própria base aliada — um sinal de que, apesar da ampla maioria, o consenso está longe de existir.

Relatoria contestada e ruído político

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou para a relatoria o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança de São Paulo, que deixou o cargo para assumir a tarefa. A escolha gerou desconforto no governo, que viu a mudança como uma forma de deslocar o protagonismo do Executivo em uma matéria originalmente sua.

A tramitação também foi marcada por tensões públicas: governo e oposição criticaram pontos centrais do relatório, especialmente a tentativa inicial de equiparar facções criminosas ao terrorismo — tema que, segundo o Planalto, poderia abrir brechas para interferência externa e distorções jurídicas.

Avanços anunciados, lacunas mantidas

O texto aprovado aumenta penas que podem chegar a 40 anos, cria a figura das “organizações criminosas ultraviolentas”, amplia o confisco de bens e endurece a progressão de regime. Mesmo assim, o governo aponta fragilidades: a ausência da expressão “facções criminosas” no texto final — considerada essencial pelo Ministério da Justiça — deve ser objeto de nova tentativa de inclusão em votação futura.

Outro ponto sensível é o dispositivo que redefine o destino dos bens apreendidos. Líderes governistas avaliam que a mudança pode reduzir recursos da Polícia Federal e de fundos federais estratégicos, como o Fundo Antidrogas. O destaque apresentado pelo PT para restaurar a redação original foi rejeitado.

Medidas polêmicas

O projeto prevê:

penas de 20 a 40 anos para crimes de facções ultraviolentas;

regras que determinam cumprimento obrigatório em presídios federais para lideranças;

monitoramento audiovisual de parlatórios, inclusive em contato com advogados — em situações excepcionais;

ampliação do confisco e bloqueio de bens, contas e criptoativos;

mecanismos de intervenção judicial em empresas usadas por organizações criminosas.

Pontos como a possibilidade de vigilância ampliada e a criação de novos enquadramentos penais suscitam críticas de juristas, que alertam para o risco de excessos punitivistas sem garantia de resultados concretos.

Entre o endurecimento e a incerteza

Embora a aprovação seja vendida por parlamentares como uma resposta “mais dura” ao crime organizado, a proposta chega ao plenário com ênfases políticas evidentes, ajustes questionados e lacunas não resolvidas.

O resultado, por ora, é um texto que avança em rigor penal, mas cuja implementação deve enfrentar tensões federativas, disputas por orçamento e contestação jurídica — fatores que ainda colocam em dúvida o impacto real do chamado Projeto Antifacção no combate às facções.

Foto: Internet

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Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

Proposta precisa agora ser votada no Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), com 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o texto-base do projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais. ebcebc

A proposta, encaminhada pelo governo federal, ainda terá que ser aprovada no Senado, antes da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

A redução do IR foi uma promessa de campanha de Lula em 2022. Enviado para a Câmara em março, o texto foi aprovado em uma comissão especial que analisou o texto.

Atualmente, são isentos do imposto quem ganha até R$ 3.036. O projeto determina que, em 2026, as pessoas que ganham até R$ 5 mil, terão um desconto mensal de até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero. Já quem ganha de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00, o desconto será de R$ 978,62.

Segundo o governo, com a aprovação da proposta, serão beneficiados com a isenção mais de 26,6 milhões de contribuintes, em 2026.

Após a aprovação unânime, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a aprovação é um dia histórico para o país e para o Parlamento.

“Aqui demonstramos que quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados, nem divisões. É interesse do país acima de qualquer diferença”, disse. “A Câmara dos Deputados sabe ouvir, decidir e estar ao lado do Brasil”, acrescentou.

Compensação

Para compensar a isenção, cujo custo está estimado será de R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%.

A alíquota máxima incidirá para quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão. Além disso, ela não será aplicada para quem já paga a alíquota máximo do IR, que é de 27,5%.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá cerca de 140 mil pessoas, 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

O relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), estima que haverá uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 com a taxação. Em seu parecer, Lira destinou esses recursos para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

“É importante ressaltar que esse projeto vai atender diretamente a 15,5 milhões de pessoas no país. Esse projeto é fruto de uma base de cálculo de quase R$ 227 bilhões, que é apurado no imposto de renda no Brasil. E estamos discutindo uma renúncia de receita, no primeiro ano de, R$ 25,4 bilhões, portanto 10% do valor total do imposto de renda pago por todos os brasileiros”, disse.

Justiça tributária

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que com o projeto, o país começa a fazer justiça tributária.

“Nosso país é um país da desigualdade, é um país onde uma ínfima minoria detém a maior parte da riqueza enquanto a maioria do povo brasileiro vive em difíceis condições. A justiça tributária precisa ser feita e esse projeto que mira na justiça tributária. Uma justiça que pode reduzir as desigualdades, que pode fazer com que as pessoas de menor renda e a classe média brasileira possam ter uma capacidade de consumo melhor, uma capacidade de viver melhor a sua vida”, afirmou.

Foto: Lula Marques

Fonte Agência Brasil

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Lula vira o jogo: aprovação do governo chega a 50% e supera desaprovação, aponta Ipespe

Pesquisa mostra crescimento de sete pontos desde julho e recuo na rejeição ao governo.

A mais recente pesquisa Pulso Brasil, realizada pelo Ipespe, revela que a avaliação positiva do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e agora alcança metade do eleitorado.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (25), aponta que 50% dos brasileiros aprovam a gestão federal, percentual que coloca o presidente numericamente à frente da desaprovação, medida em 48%.

O resultado representa uma virada em relação ao saldo negativo registrado nos últimos meses. Desde julho, a taxa de aprovação subiu sete pontos percentuais, enquanto a rejeição ao governo caiu três. A mudança indica uma recuperação da imagem de Lula em setores estratégicos do eleitorado.

Aprovação do governo LulaSegundo os pesquisadores, o desempenho é expressivo entre os simpatizantes da esquerda, onde a aprovação chega a 95%. O governo também conseguiu inverter a tendência em grupos mais equilibrados: entre eleitores de centro, 49% aprovam e, entre a classe média, a aprovação é de 51%, superando a rejeição.

A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,45%.

Foto: Reprodução

Fonte: ICL Notícias

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Senado barra “PEC da Blindagem” e dá recado contra privilégios

O Senado decidiu dar um basta à chamada “PEC da Blindagem” nesta quarta-feira (24). A proposta, que já havia passado na Câmara, queria dificultar a abertura de processos criminais contra deputados e senadores, exigindo autorização da própria Casa em votação secreta. Na prática, seria um retrocesso que blindaria políticos acusados de corrupção e outros crimes.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o texto foi rejeitado por unanimidade: 26 votos contra, nenhum a favor. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), chamou a PEC de “golpe fatal” contra a credibilidade do Congresso, lembrando que o mandato já tem garantias suficientes para proteger a atividade parlamentar. Para ele, o real objetivo da proposta era livrar políticos de investigações e processos sérios.

Senadores de diferentes partidos se uniram nas críticas. Alguns apelidaram a PEC de “da Bandidagem”, “do Escudo da Corrupção” e até “PEC dos Intocáveis”. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), disse que o texto era um desrespeito ao eleitor. Agora, a proposta segue para o Plenário do Senado, onde a expectativa é de rejeição definitiva. Para a população, fica claro: se tivesse passado, a medida aumentaria ainda mais a distância entre a classe política e os brasileiros comuns.

Foto: Geraldo Magela

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Câmara aprova urgência para projeto de anistia e abre caminho para votação direta em plenário

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) a tramitação em regime de urgência do projeto que prevê anistia a envolvidos nos atos golpistas ocorridos a partir de 2022. A decisão, que contou com 311 votos favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções, permite que a proposta seja levada diretamente ao plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas.

O texto-base ainda não está definido. A urgência foi aprovada a partir de um projeto já protocolado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), utilizado apenas como instrumento de tramitação. Nos bastidores, a expectativa é de que a versão final reduza penas, mas não conceda perdão integral das condenações — hipótese que poderia beneficiar até mesmo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por pautar a votação, afirmou que o país precisa de “pacificação”. Segundo ele, “não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito”.

Como votaram os partidos

A votação revelou a divisão entre governo e oposição. O PL, legenda de Bolsonaro, registrou fidelidade total: todos os 85 deputados presentes votaram pela urgência. O Republicanos também acompanhou majoritariamente a medida, com 40 votos favoráveis e apenas um contrário. O PP seguiu a mesma linha, com 43 a favor e 6 contrários.

Na outra ponta, os partidos da base governista votaram de forma unânime contra. O PT, com seus 66 deputados presentes, rejeitou integralmente a proposta, assim como PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PV e Rede.

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) é cotado para assumir a relatoria da matéria, devido à sua interlocução com o Supremo Tribunal Federal (STF), o Executivo e o Centrão.

Uma semana de retrocessos

A aprovação da urgência ocorre em meio a uma semana marcada por decisões que provocaram críticas de setores da sociedade civil e do meio jurídico. Na véspera, os deputados aprovaram a chamada PEC da Blindagem, que amplia as proteções judiciais a parlamentares, dificultando o avanço de processos contra membros do Legislativo e também o voto secreto de última hora.

Agora, com a pauta da anistia, o Congresso soma duas iniciativas vistas como movimentos de autoproteção política e de afrouxamento da responsabilização. O contraste é evidente: enquanto o país ainda debate os impactos dos ataques à democracia, a Câmara acelera votações que podem beneficiar tanto parlamentares quanto aliados de peso, como o ex-presidente Bolsonaro.

Ainda não há data definida para a votação do mérito da proposta de anistia. O impasse central gira em torno da possibilidade de incluir ou não Bolsonaro entre os beneficiados, já que o ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Foto: Internet

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Lula exalta “maior operação contra o crime organizado da história”

Presidente destacou ações coordenadas envolvendo PF, Receita e MP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta quinta-feira (28) a deflagração de uma série de operações policiais que investigam a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis para lavagem de dinheiro oriundo de facções do narcotráfico.

Lula enalteceu o trabalho integrado, iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado. “Permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, observou o presidente.

“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal. Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, prosseguiu o presidente.

Operações em andamento
De acordo com a PF, as ações policiais em ao menos duas operações, embora distintas, objetivam desarticular “esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro”. As investigações apuraram um sofisticado esquema que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

Estão sendo cumpridos, no âmbito da Operação Quasar, 12 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo: na capital paulista e nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto.

A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos de investimento dos investigados, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas. Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Policiais federais também cumprem desde cedo mandados judiciais contra integrantes de uma das “maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná”. Segundo a PF, a organização criminosa investigada na Operação Tank atuava desde 2019 e pode ter lavado pelo menos R$ 600 milhões. “Movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.”

Os criminosos utilizavam diversos artifícios para ocultar a origem dos recursos. De acordo com as investigações, eles faziam uso de depósitos fracionados, que ultrapassaram R$ 594 milhões. Isso era feito por meio de “laranjas, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços”.

O trabalho investigativo constatou também fraudes na comercialização de combustíveis, entre elas “adulteração de gasolina e a chamada ‘bomba baixa’, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba estavam envolvidos nessas práticas”.

Os agentes cumprem 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando uma constrição patrimonial superior a R$ 1 bilhão.”

Foto: Antônio Cruz
Fonte: Agência Brasil

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Datafolha: 51% aprovam prisão domiciliar de Bolsonaro e 53% consideram que Moraes age dentro da lei

Levantamento ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios nos dias 11 e 12 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (14) mostra que 51% dos brasileiros concordam com a prisão domiciliar imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria, 53%, considera que o magistrado vem agindo dentro da lei.

O levantamento foi feito na segunda-feira (11) e na terça-feira (12), com 2.002 entrevistas presenciais em 113 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Prisão domiciliar
Segundo o Datafolha, 51% dos brasileiros concordam com a prisão domiciliar de Bolsonaro, 42% discordam, 4% não souberam responder e 3% são indiferentes.

Prisão domiciliar
Segundo o Datafolha, 51% dos brasileiros concordam com a prisão domiciliar de Bolsonaro, 42% discordam, 4% não souberam responder e 3% são indiferentes.

A pesquisa aponta ainda que 87% dos eleitores ficaram sabendo da prisão:

30% se disseram bem informados;
42% mais ou menos informados;
15% com pouca informação.

Avaliação sobre Judiciário e Moraes
Em relação ao argumento de que o ministro do STF persegue o ex-presidente, 53% dos entrevistados discordaram que Moraes aja por razões políticas, 39% concordaram e 7% não opinaram.

Questionados se a Justiça brasileira trata o ex-presidente Jair Bolsonaro da mesma maneira, melhor ou pior do que os demais políticos, 43% disseram que o Judiciário o trata pior, 37% veem tratamento igual e 13% melhor.

Foto: Evaristo SA / AFP

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Zenaide Maia e Marianna Almeida reafirmam parceria em prol de Pau dos Ferros e do PDS

A senadora Zenaide Maia (PSD/RN) e a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD/RN), reafirmaram sua sólida parceria em prol do desenvolvimento do município do Oeste potiguar. A colaboração entre as duas líderes políticas tem sido fundamental para a concretização de importantes avanços e políticas públicas na região.

A prefeita Marianna Almeida destacou a relevância da senadora para Pau dos Ferros. “A senadora Zenaide Maia é uma parceira e amiga da prefeita Marianna e do povo de Pau dos Ferros. Muitos dos avanços que já conquistamos em nosso município garantiram a efetivação de políticas públicas importantes para nossas pessoas”, declarou a prefeita. Marianna Almeida também ressaltou a sintonia partidária: “Além disso, somos parceiras de partido e é uma honra contribuir para o crescimento da sigla no estado como Presidente do PSD Mulher no Rio Grande do Norte.”

Por sua vez, a senadora Zenaide Maia expressou seu entusiasmo com a união. “É uma grande parceria que veio para ficar”, afirmou a parlamentar, reforçando o compromisso mútuo com o bem-estar da população de Pau dos Ferros.
A parceria entre Zenaide Maia e Marianna Almeida exemplifica a importância da união de esforços entre diferentes esferas do poder público para a efetivação de ações que beneficiam diretamente a população. Ambas as líderes seguem comprometidas com o avanço e a melhoria da qualidade de vida dos moradores de Pau dos Ferros.

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