Política

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Possível saída de Luciano Barbosa coloca atenção sobre nominata do MDB no RN

A possível desistência de Luciano Barbosa, liderança do movimento das pessoas com deficiência e candidato a deputado estadual pelo MDB, volta a chamar atenção para a organização da nominata do partido no Rio Grande do Norte.

A eventual saída estaria relacionada à insatisfação com o espaço e o apoio recebido dentro da legenda. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de desistência, e o cenário pode mudar a partir de novas conversas entre o candidato e a direção partidária.

Luciano agrega à nominata uma pauta de forte representatividade social, especialmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Sua candidatura também amplia a diversidade de perfis e segmentos presentes na chapa.

O MDB chega à disputa com uma nominata que reúne nomes de diferentes regiões e trajetórias políticas. Entre eles estão Walter Alves, atual presidente estadual da legenda e candidato a deputado estadual, além do ex-deputado Antônio Jácome, que também integra a chapa. O partido confirmou ainda nomes como Ivan Júnior e Josivan Bibiano, entre outras lideranças.

A composição foi oficialmente homologada em julho, em convenção estadual conduzida por Walter Alves, consolidando a estratégia do partido para a disputa proporcional.

Nesse contexto, eventuais desistências ou manifestações de insatisfação merecem atenção da direção partidária. Em uma eleição proporcional, a força da nominata está diretamente relacionada à capacidade de mobilização de seus diferentes candidatos e às condições oferecidas para que cada um desenvolva sua campanha.

Segundo relatos de bastidores, outros integrantes também estariam cobrando maior atenção e estrutura do partido. São questões que, se persistirem, podem exigir uma atuação mais próxima da direção para preservar a unidade da chapa.

A situação de Luciano, portanto, ainda não representa uma ruptura, mas funciona como um sinal de alerta para o MDB. O diálogo com os candidatos será importante para evitar que divergências internas comprometam uma nominata construída ao longo dos últimos meses.

A direção do partido ainda poderá buscar uma solução para manter Luciano na disputa e garantir que diferentes segmentos sociais continuem representados na composição eleitoral do MDB no Rio Grande do Norte.

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Lula tem recepção marcada na Arena das Dunas nesta quinta-feira em Natal

A chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Rio Grande do Norte deve mobilizar apoiadores nesta quinta-feira (20), em Natal. A recepção está marcada para as 17h, na Arena das Dunas, na zona Sul da capital.

A mobilização foi divulgada por apoiadores do presidente nas redes sociais, que convocam militantes e simpatizantes para participar do encontro e acompanhar a agenda de Lula no estado.

A atividade ocorre em um momento de intensa movimentação política nacional e deverá reunir representantes de movimentos sociais, lideranças políticas e apoiadores do governo federal.

A expectativa é de que a presença do presidente também seja acompanhada por manifestações de apoio às ações do governo e pela mobilização da base política de Lula no Rio Grande do Norte.

O encontro na Arena das Dunas deve marcar um dos momentos de maior concentração de apoiadores durante a passagem presidencial pelo estado.

Foto: Internet

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Luciano Barbosa recebe apoio de Marwell Garras em defesa de um RN mais inclusivo

O projeto político de Luciano Barbosa ganhou um novo apoio com a adesão de Marwell Garras, suplente de vereador de Natal, ex-suplente de deputado estadual e conhecido por sua atuação na defesa dos direitos das pessoas com deficiência no Rio Grande do Norte.

A aproximação representa a união de duas frentes em torno de pautas relacionadas à inclusão social, cidadania, acessibilidade e garantia de direitos. Ao longo de sua trajetória, Marwell tem participado de iniciativas voltadas à defesa das pessoas com deficiência e à ampliação da participação desse segmento nas decisões e políticas públicas.

Além da atuação em defesa da acessibilidade e dos direitos das pessoas com deficiência, Marwell também desenvolve ações relacionadas à defesa da cidadania e dos direitos da comunidade LGBTQIA+.

O apoio a Luciano Barbosa reforça a construção de um diálogo voltado para uma sociedade mais inclusiva, na qual o respeito às diferenças e a igualdade de oportunidades estejam entre as prioridades da atuação pública.

A união também sinaliza a busca por ampliar a representação de segmentos que historicamente enfrentam barreiras de acessibilidade, participação social e garantia de direitos.

Para os envolvidos, a construção de alianças com diferentes setores da sociedade é fundamental para fortalecer o debate sobre políticas públicas e contribuir para um Rio Grande do Norte com mais respeito, igualdade, acessibilidade e cidadania.

Inclusão, respeito e participação social passam, assim, a ocupar espaço de destaque nessa nova aproximação política.

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Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6×1

Texto segue para votação no Senado

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Transição
De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);

– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)

– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6×1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

– Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

– Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

– Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Foto: Bruno Spada/Agência Câmara
Fonte: Agência Brasil

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Corrida pela Assembleia no RN tem baixa lembrança de nomes e expõe disputa fragmentada em Natal

A eleição para deputado estadual no Rio Grande do Norte ainda caminha em ritmo lento na percepção do eleitor de Natal. É o que mostra a pesquisa espontânea do Instituto Metadata em parceria com o Grupo Dial, que revela um cenário marcado por dispersão de nomes e, sobretudo, por uma expressiva ausência de definição.

Com 84,5% dos entrevistados afirmando não saber ou preferindo não responder em quem votar, o levantamento escancara uma disputa ainda em estágio inicial, onde praticamente nenhum candidato conseguiu consolidar presença significativa na memória do eleitor.

Entre os poucos nomes citados, o deputado Ubaldo Fernandes aparece com 1,0%, sendo o mais lembrado. Em seguida, Robson Carvalho, Camila Araújo e Eudiane Macedo surgem empatados com 0,6%, formando um bloco que, embora à frente dos demais, ainda está distante de qualquer cenário de consolidação.

Na sequência, com 0,4%, aparecem Eriko Jácome, Gustavo Carvalho, Coronel Azevedo, Luiz Eduardo e Matheus Faustino. Já com 0,3%, foram citados Francisco do PT, Divaneide Basílio, Tomba Farias, Anne Lagartixa, Gustavo Soares, Daniel Valença e menções genéricas como “algum de direita”.

Outros nomes também aparecem no levantamento com índices menores, refletindo o alto nível de fragmentação da disputa: Adjunto Dias, Nelter Queiroz, Walter Alves, Prof. Luiz Carlos, “algum do PT” e Hermano Morais, todos com 0,2%.

Com 0,1% das menções, a lista se amplia ainda mais, incluindo Nicolas Torres, Sargento Manasséis, Ezequiel Ferreira, Herberth Sena, Cristiane Dias, Dr. Ginaldo, Paulinho Freire, Irapoã Oliveira, Felipe Alves, Isolda Dantas, Taveira, Ivan Baron, Brenno Queiroga, João Maia, Nina Souza, Júlia Arruda, Pedro Lopes, Kleber Rodrigues, Rafael Motta, Léo Souza, Sandro Pimentel, Lucas Pavanato, Subtenente Eliab, Dr. Thiago Almeida, Thabatta Pimenta, Edson Negão, General Girão, Brisa Bracchi, Carla Dickson e Cristiane Dantas.

Além disso, 4,3% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.

Eleitor ainda distante e cenário em aberto

A leitura do levantamento aponta para um eleitor ainda pouco engajado na disputa proporcional, com baixa identificação nominal e tendência a decidir o voto mais próximo do pleito. A presença de respostas genéricas também indica que fatores ideológicos podem pesar mais do que nomes neste momento inicial.

Com isso, o cenário segue completamente aberto, favorecendo candidaturas que consigam ganhar visibilidade, construir conexão com o eleitor e ocupar espaços estratégicos ao longo da pré-campanha.

A pesquisa foi realizada nos dias 27 e 28 de março, com 1.000 entrevistados em Natal. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

Foto: Reprodução

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Pesquisa em Natal expõe cenário indefinido para deputado federal e liderança ainda pulverizada

Um novo levantamento sobre a disputa para a Câmara dos Deputados em Natal revela um cenário marcado por alta indefinição do eleitorado e baixa consolidação de candidaturas. A pesquisa espontânea mostra a deputada Natália Bonavides numericamente à frente, mas com vantagem limitada diante do elevado número de indecisos.

De acordo com os dados, 81,3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um nome, evidenciando um ambiente ainda aberto. Entre os mais citados aparecem Natália Bonavides (2,7%), Nina Souza (1,6%), Sargento Gonçalves (1,4%) e Matheus Faustino (0,9%).

Na sequência, com percentuais abaixo de 1%, surgem General Girão e Fernando Mineiro (0,6% cada), além de Thabatta Pimenta, Ubaldo Fernandes e Camila Araújo (0,4%). Também aparecem Divaneide Basílio, Carlos Eduardo Alves, Coronel Brilhante e Carla Dickson (0,3%).

Com 0,2%, são citados Benes Leocádio, Júlio César, Tomba Farias, Styvenson Valentim, Eudiane Macedo e a menção genérica “algum do PT”.

Já com 0,1%, aparecem Álvaro Dias, Cleiton da Policlínica, Walter Alves, Robinson Faria, Milklei Leite, João Maia, Ana Carolina Serra, Gustavo, Coronel Azevedo, Robson Carvalho, Tércio Tinoco, Rafael Motta, Sargento Morais, Professor Emerson Melo, Alexandre Lima, Eriko Jácome, Zenaide Maia, Taveira Júnior, Mariana Almeida, Albert Dickson, Luiz Eduardo, Dr. Milano Máximo e Lucas Pavanato.

Mais indecisão do que disputa

O dado mais relevante do levantamento não é a liderança, mas o baixo nível de lembrança espontânea dos candidatos. Com ampla maioria sem definição, o cenário indica que a disputa ainda está em fase inicial e deve sofrer mudanças significativas ao longo do processo eleitoral.

O percentual de brancos, nulos ou nenhum (5%) também reforça o distanciamento do eleitor neste momento.

Cenário ainda em construção

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07708/2026, a pesquisa foi realizada com 1.000 entrevistados entre os dias 27 e 28 de março, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

Apesar da liderança inicial, o quadro revela uma eleição ainda aberta, onde o principal desafio dos pré-candidatos será ganhar visibilidade, consolidar discurso e se conectar com o eleitorado nos próximos meses.

Foto: Reprodução

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Aprovação do Projeto Antifacção expõe disputas políticas e deixa dúvidas sobre a eficácia no combate ao crime organizado

A Câmara dos Deputados aprovou, por 370 votos a 110, o chamado Projeto Antifacção, proposta enviada pelo governo federal, mas cuja condução no Congresso acabou marcada por embates políticos, críticas internas e questionamentos sobre a real efetividade das medidas.

Embora o texto endureça penas, crie novos tipos penais e amplie instrumentos de investigação, a votação Foi acompanhada por divergências entre governo, oposição e até dentro da própria base aliada — um sinal de que, apesar da ampla maioria, o consenso está longe de existir.

Relatoria contestada e ruído político

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou para a relatoria o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança de São Paulo, que deixou o cargo para assumir a tarefa. A escolha gerou desconforto no governo, que viu a mudança como uma forma de deslocar o protagonismo do Executivo em uma matéria originalmente sua.

A tramitação também foi marcada por tensões públicas: governo e oposição criticaram pontos centrais do relatório, especialmente a tentativa inicial de equiparar facções criminosas ao terrorismo — tema que, segundo o Planalto, poderia abrir brechas para interferência externa e distorções jurídicas.

Avanços anunciados, lacunas mantidas

O texto aprovado aumenta penas que podem chegar a 40 anos, cria a figura das “organizações criminosas ultraviolentas”, amplia o confisco de bens e endurece a progressão de regime. Mesmo assim, o governo aponta fragilidades: a ausência da expressão “facções criminosas” no texto final — considerada essencial pelo Ministério da Justiça — deve ser objeto de nova tentativa de inclusão em votação futura.

Outro ponto sensível é o dispositivo que redefine o destino dos bens apreendidos. Líderes governistas avaliam que a mudança pode reduzir recursos da Polícia Federal e de fundos federais estratégicos, como o Fundo Antidrogas. O destaque apresentado pelo PT para restaurar a redação original foi rejeitado.

Medidas polêmicas

O projeto prevê:

penas de 20 a 40 anos para crimes de facções ultraviolentas;

regras que determinam cumprimento obrigatório em presídios federais para lideranças;

monitoramento audiovisual de parlatórios, inclusive em contato com advogados — em situações excepcionais;

ampliação do confisco e bloqueio de bens, contas e criptoativos;

mecanismos de intervenção judicial em empresas usadas por organizações criminosas.

Pontos como a possibilidade de vigilância ampliada e a criação de novos enquadramentos penais suscitam críticas de juristas, que alertam para o risco de excessos punitivistas sem garantia de resultados concretos.

Entre o endurecimento e a incerteza

Embora a aprovação seja vendida por parlamentares como uma resposta “mais dura” ao crime organizado, a proposta chega ao plenário com ênfases políticas evidentes, ajustes questionados e lacunas não resolvidas.

O resultado, por ora, é um texto que avança em rigor penal, mas cuja implementação deve enfrentar tensões federativas, disputas por orçamento e contestação jurídica — fatores que ainda colocam em dúvida o impacto real do chamado Projeto Antifacção no combate às facções.

Foto: Internet

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Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

Proposta precisa agora ser votada no Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), com 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o texto-base do projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais. ebcebc

A proposta, encaminhada pelo governo federal, ainda terá que ser aprovada no Senado, antes da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

A redução do IR foi uma promessa de campanha de Lula em 2022. Enviado para a Câmara em março, o texto foi aprovado em uma comissão especial que analisou o texto.

Atualmente, são isentos do imposto quem ganha até R$ 3.036. O projeto determina que, em 2026, as pessoas que ganham até R$ 5 mil, terão um desconto mensal de até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero. Já quem ganha de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00, o desconto será de R$ 978,62.

Segundo o governo, com a aprovação da proposta, serão beneficiados com a isenção mais de 26,6 milhões de contribuintes, em 2026.

Após a aprovação unânime, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a aprovação é um dia histórico para o país e para o Parlamento.

“Aqui demonstramos que quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados, nem divisões. É interesse do país acima de qualquer diferença”, disse. “A Câmara dos Deputados sabe ouvir, decidir e estar ao lado do Brasil”, acrescentou.

Compensação

Para compensar a isenção, cujo custo está estimado será de R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%.

A alíquota máxima incidirá para quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão. Além disso, ela não será aplicada para quem já paga a alíquota máximo do IR, que é de 27,5%.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá cerca de 140 mil pessoas, 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

O relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), estima que haverá uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 com a taxação. Em seu parecer, Lira destinou esses recursos para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

“É importante ressaltar que esse projeto vai atender diretamente a 15,5 milhões de pessoas no país. Esse projeto é fruto de uma base de cálculo de quase R$ 227 bilhões, que é apurado no imposto de renda no Brasil. E estamos discutindo uma renúncia de receita, no primeiro ano de, R$ 25,4 bilhões, portanto 10% do valor total do imposto de renda pago por todos os brasileiros”, disse.

Justiça tributária

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que com o projeto, o país começa a fazer justiça tributária.

“Nosso país é um país da desigualdade, é um país onde uma ínfima minoria detém a maior parte da riqueza enquanto a maioria do povo brasileiro vive em difíceis condições. A justiça tributária precisa ser feita e esse projeto que mira na justiça tributária. Uma justiça que pode reduzir as desigualdades, que pode fazer com que as pessoas de menor renda e a classe média brasileira possam ter uma capacidade de consumo melhor, uma capacidade de viver melhor a sua vida”, afirmou.

Foto: Lula Marques

Fonte Agência Brasil

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Lula vira o jogo: aprovação do governo chega a 50% e supera desaprovação, aponta Ipespe

Pesquisa mostra crescimento de sete pontos desde julho e recuo na rejeição ao governo.

A mais recente pesquisa Pulso Brasil, realizada pelo Ipespe, revela que a avaliação positiva do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e agora alcança metade do eleitorado.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (25), aponta que 50% dos brasileiros aprovam a gestão federal, percentual que coloca o presidente numericamente à frente da desaprovação, medida em 48%.

O resultado representa uma virada em relação ao saldo negativo registrado nos últimos meses. Desde julho, a taxa de aprovação subiu sete pontos percentuais, enquanto a rejeição ao governo caiu três. A mudança indica uma recuperação da imagem de Lula em setores estratégicos do eleitorado.

Aprovação do governo LulaSegundo os pesquisadores, o desempenho é expressivo entre os simpatizantes da esquerda, onde a aprovação chega a 95%. O governo também conseguiu inverter a tendência em grupos mais equilibrados: entre eleitores de centro, 49% aprovam e, entre a classe média, a aprovação é de 51%, superando a rejeição.

A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,45%.

Foto: Reprodução

Fonte: ICL Notícias

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Senado barra “PEC da Blindagem” e dá recado contra privilégios

O Senado decidiu dar um basta à chamada “PEC da Blindagem” nesta quarta-feira (24). A proposta, que já havia passado na Câmara, queria dificultar a abertura de processos criminais contra deputados e senadores, exigindo autorização da própria Casa em votação secreta. Na prática, seria um retrocesso que blindaria políticos acusados de corrupção e outros crimes.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o texto foi rejeitado por unanimidade: 26 votos contra, nenhum a favor. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), chamou a PEC de “golpe fatal” contra a credibilidade do Congresso, lembrando que o mandato já tem garantias suficientes para proteger a atividade parlamentar. Para ele, o real objetivo da proposta era livrar políticos de investigações e processos sérios.

Senadores de diferentes partidos se uniram nas críticas. Alguns apelidaram a PEC de “da Bandidagem”, “do Escudo da Corrupção” e até “PEC dos Intocáveis”. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), disse que o texto era um desrespeito ao eleitor. Agora, a proposta segue para o Plenário do Senado, onde a expectativa é de rejeição definitiva. Para a população, fica claro: se tivesse passado, a medida aumentaria ainda mais a distância entre a classe política e os brasileiros comuns.

Foto: Geraldo Magela

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