Movimento Estudantil

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Livro resgata reconstrução do movimento estudantil na UFRN durante a ditadura militar

Obra aborda reorganização dos estudantes, atuação política nos centros acadêmicos e a ocupação da Reitoria da UFRN em 1984

A história do movimento estudantil no Rio Grande do Norte ganha um novo registro com o lançamento de um livro dedicado a um dos períodos mais marcantes da reorganização política das universidades brasileiras. A obra será lançada no dia 1º de outubro, às 8h30, no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.

O livro já está em pré-venda pelo valor de R$ 60. Quem adquirir antecipadamente poderá retirar o exemplar no dia do lançamento.

A pesquisa concentra-se no período entre 1974 e 1984, uma década marcada pela reconstrução e reorganização do movimento estudantil dentro da UFRN, ainda sob o regime da ditadura militar. O recorte escolhido pelo autor acompanha o processo de retomada dos Centros Acadêmicos (CAs), a reorganização das entidades estudantis e chega a um dos episódios de maior repercussão daquele período: a ocupação da Reitoria da UFRN pelos estudantes, em 1984.

Segundo o autor, o período escolhido não foi casual. A partir de 1974, os estudantes começaram a reconstruir espaços de organização política dentro da universidade, retomando centros acadêmicos e ampliando a participação estudantil. Dez anos depois, em 1984, a ocupação da Reitoria tornou-se um marco desse processo.

“Foi um período difícil, porque foi um período de reconstrução e reorganização do movimento estudantil no período da ditadura militar”, explica o pesquisador.

Vigilância e resistência dentro da universidade

Um dos aspectos abordados pela obra é o ambiente de vigilância existente dentro das universidades durante a ditadura. De acordo com o autor, órgãos de informação ligados ao Exército acompanhavam a vida de professores, estudantes e funcionários da UFRN.

Nesse cenário, a reorganização dos estudantes representava não apenas a retomada de entidades acadêmicas, mas também a reconstrução de espaços de participação e expressão política.

O pesquisador destaca que, naquele momento, os Centros Acadêmicos passaram novamente a ser ocupados pelos estudantes, depois de um período em que setores ligados à direita mantinham forte presença nesses espaços.

A pesquisa também dedica atenção especial à participação dos estudantes que viviam nas residências universitárias da UFRN na mobilização que culminou com a ocupação da Reitoria em 1984.

“A ocupação da Reitoria teve uma participação decisiva dos estudantes que moravam nas residências universitárias da UFRN”, afirma o autor.

Dois grandes campos de atuação

A obra também apresenta uma interpretação sobre as diferentes correntes políticas que disputavam espaço no movimento estudantil durante o período estudado.

O autor identifica dois grandes blocos: o “operário e popular” e o “nacional-democrático”.

No primeiro, predominava uma leitura centrada na contradição entre trabalho e capital e na perspectiva de uma transformação socialista. Já o segundo destacava a questão democrática, articulada a uma posição anti-imperialista.

Apesar das diferenças políticas e ideológicas, havia entre os militantes uma característica comum: a percepção de que aquela geração tinha participação direta na construção dos acontecimentos históricos.

Essa atmosfera é relacionada pelo livro ao espírito de uma época marcado pelo verso de “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Assim, tanto a luta pela redemocratização e pela ampliação da frente anti-imperialista quanto a perspectiva de uma revolução socialista faziam parte dos futuros imaginados por diferentes grupos que atuavam no movimento estudantil.

Uma década para compreender a história

Para o autor, recuperar esse período é importante não apenas para compreender a trajetória do movimento estudantil, mas também para registrar a reconstrução das organizações estudantis dentro da própria UFRN.

A escolha de 1974 como ponto de partida também dialoga com pesquisas anteriores sobre o movimento estudantil potiguar. Segundo o pesquisador, já existia uma obra da professora Justina Iva abordando o período anterior, enquanto o novo trabalho concentra-se justamente na década seguinte, marcada pela reorganização das entidades e pela retomada da mobilização estudantil.

“Eu tematizei essa discussão até 1984 porque um trabalho de pesquisa precisa ser delimitado. Por que 1984? 84 foi o ano da ocupação da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte pelos estudantes”, explica.

O autor é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Mossoró, graduado em Sociologia e mestre e doutor em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Lançamento

A publicação chega ao público como um registro de memória sobre uma geração que participou da reconstrução do movimento estudantil em um dos períodos mais delicados da história política brasileira.

O lançamento acontece no dia 1º de outubro, às 8h30, no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), no Campus Central da UFRN, em Natal.

O livro está em pré-venda por R$ 60. A proposta é que os leitores possam adquirir antecipadamente o exemplar e fazer a retirada no dia do lançamento.

Serviço

Lançamento de livro sobre o movimento estudantil na UFRN
Data: 1º de outubro
Horário: 8h30
Local: Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) – Campus Central da UFRN, Natal/RN
Pré-venda: R$ 60

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Lançamento de “Nós, Eles e o Movimento Estudantil:45 Anos” Reúne Gerações em Evento Histórico em Natal

No próximo dia 31 de julho, a Pinacoteca do Estado, antigo Palácio do Governo, será palco do lançamento do livro “Nós, Eles e o Movimento Estudantil: 45 Anos”, uma obra que reúne relatos, reflexões e memórias de mais de uma centena de lideranças estudantis que ajudaram a moldar o cenário político e social nas últimas décadas.
Assinado por Marcelo Justino, ex-presidente da UMES, e David Lemos, ex-presidente da APES/RN, o livro é descrito pelos autores como “um tributo à resistência, à luta e à força da juventude organizada”. A publicação é fruto de uma extensa pesquisa documental e entrevistas com figuras marcantes do ativismo estudantil, em nível local e nacional.
“Reunimos vozes que muitas vezes ficaram à margem da história oficial, mas que foram fundamentais em momentos cruciais do país. Este livro é sobre essas pessoas, sobre nós, sobre o poder da mobilização coletiva”, destaca Marcelo Justino.
Para David Lemos, a obra “é uma tentativa de devolver protagonismo a uma geração que, mesmo sob repressão, soube gritar, marchar e construir pontes para o futuro”.
O evento de lançamento será realizado a partir das 18h, com coffee break, show ao vivo e momentos de autógrafos. A expectativa é de reunir antigos militantes, educadores, estudantes, autoridades e interessados pela memória política e social brasileira.

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Além de resgatar a memória de um período decisivo da juventude brasileira, o projeto também cumpre um papel social. Parte da arrecadação com a venda dos exemplares será destinada ao CEASUC – Centro de Ação e Sustentabilidade Comunitária, instituição que desenvolve projetos sociais e ambientais em comunidades de Natal e região metropolitana.

A obra já está disponível em pré-venda, em edição especial e tiragem limitada. Os exemplares podem ser reservados pelos números: (84) 9.8752-1278 ou (84) 9.9135-7337.
Mais que um registro histórico, “Nós, Eles e o Movimento Estudantil: 45 Anos” pretende ser um legado para as novas gerações, uma ponte entre passado e presente na construção de uma cidadania ativa e consciente.

Serviço:
• O quê: Lançamento do livro “Nós, Eles e o Movimento Estudantil: 45 Anos”
• Quando: 31 de julho de 2025 (quinta-feira), às 18h
• Onde: Pinacoteca do Estado (Antigo Palácio do Governo)
• Atividades: Coffee break + show ao vivo
• Pré-venda: Edição especial (quantidade limitada)
• Contatos: (84) 9.8752-1278 | (84) 9.9135-7337
• Ação Social: Parte da arrecadação será doada ao CEASUC – Centro de Ação e Sustentabilidade Comunitária

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Encontro histórico reuniu gerações do movimento estudantil natalense

Desde as lutas pelas ‘Diretas Já’ até às atuais jornadas em defesa da educação, o movimento estudantil secundarista vem sendo presença marcante na história política do Rio Grande do Norte. E nesta quinta-feira, 8, todas as gerações que fizeram parte dessa história se reuniram num grande encontro.

O encontro se deu por ocasião da comemoração dos 40 anos da fundação da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas – UMES Natal.

Fundado em 14 de maio de 1982, a UMES Natal esteve presente em diversos momentos decisivos de nossa história. Foi uma das principais organizações no movimentos pelas ‘Diretas’, chegando a organizar um comício com a presença de Ulysses Guimarães.

Assumiu a linha de frente, anos mais tarde, quando estouraram os protestos do ‘Fora Collor’, que culminaram no impeachment do então presidente.

Ao longo dos anos 1990, a entidade consolidou direitos que hoje são vistos como assegurados a todos os todos, mas que a seu tempo foram alvo de grandes disputas. Exemplo disso são a meia-entrada em eventos culturais e esportivos e a meia-passagem no sistema de transportes públicos.

Luana Silva, que pertence à atual geração de militantes UMES, diz que “carregar o legado de tantos outros estudantes que dedicaram parte de suas vidas a fazer da UMES tudo o que ela é hoje, tantas de gerações que nos precederam, é uma responsabilidade que às vezes a gente um peso enorme”.

O evento aconteceu nesta quinta-feira, dia 8. O local escolhido foi o Auditório da Reitoria do IFRN, de onde vêm muitos dos militantes que estiveram presentes. O evento foi um momento marcante na história do movimento estudantil potiguar.

Fonte: Blog do Girotto

Foto: Canindé Soares

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