19 de novembro de 2025

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Zona Norte de Natal e quatro bairros de São Gonçalo do Amarante terão parada programada segunda-feira (24)

Suspensão de 24 horas no fornecimento vai permitir execução de serviços para modernização da ETA Extremoz

A Caern vai executar, na próxima segunda-feira (24), a segunda etapa do projeto de modernização da Estação Elevatória de Água Bruta da Lagoa de Extremoz, a principal captação da capital potiguar. A primeira etapa foi executada no último dia 11. Para a realização do serviço, será necessária a suspensão do abastecimento para todos os bairros da Zona Norte e quatro bairros de São Gonçalo do Amarante: Amarante, Jardim Lola, Olho D’agua dos Carrilhos e Conjunto Nova Zelândia.

A parada do sistema terá duração de 24 horas, começando às 7h da manhã de segunda até as 7h da terça-feira (25). Após a retomada do abastecimento, será necessário aguardar um prazo de até 72 horas para a completa normalização do serviço em todas as áreas afetadas. O fornecimento será gradativamente regularizado durante esse período.

O investimento feito pela Caern na modernização da ETA Extremoz soma R$ 4,9 milhões. Serão substituídas três bombas antigas por quatro novas motobombas anfíbias. Aliado à modernização completa dos painéis elétricos e de automação, a expectativa é uma economia de, no mínimo, 20% no consumo de energia da estação.

O projeto visa garantir a continuidade do abastecimento, com a instalação de equipamentos de última geração, que aumentará a segurança operacional, dobrando o número de bombas reservas de uma para duas. Isso reduzirá significativamente as interrupções no sistema, trazendo mais tranquilidade para os moradores da Zona Norte. A captação da Lagoa de Extremoz é responsável por levar água a 350 mil pessoas.

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Sindicalização volta a crescer no RN em 2024, mas ainda atinge menos de 10% da força de trabalho

Após oito anos de retração, a taxa de trabalhadores sindicalizados no Rio Grande do Norte voltou a subir em 2024 e alcançou 9,3% do pessoal ocupado. O dado, que representa 209 mil potiguares associados a sindicatos, marca a primeira inflexão positiva desde 2014 — ano em que o índice era de 17,5%.

Segundo o módulo de Características Adicionais do Mercado de Trabalho da Pnad Contínua, divulgado nesta quinta-feira (19) pelo IBGE, o avanço ocorre após um período prolongado de queda, iniciado em 2015 e intensificado pelas mudanças na legislação trabalhista e pela crise econômica. No início da série histórica, em 2013, 15,1% dos trabalhadores potiguares eram sindicalizados.

RN sobe no ranking nacional, mas segue distante de patamares anteriores

Com o novo resultado, o Rio Grande do Norte figura entre os estados com maior proporção de trabalhadores filiados, ocupando o 6º lugar no país, empatado tecnicamente com a Paraíba (9,3%), que aparece em 5º. O Piauí lidera o ranking nacional, com 15,8% de sindicalização.

Mesmo longe do auge de uma década atrás, o índice potiguar ainda supera a média nacional, hoje em 7,7%, e também a média da região Nordeste, de 9,0%.

A pesquisa detalha ainda que, considerando apenas as pessoas que estavam efetivamente trabalhando na semana de referência, o número de sindicalizados cai para 139 mil. Para o analista da Pnad Contínua, William Araujo Kratochwill, esse recorte revela um comportamento importante:

> “Uma em cada três pessoas associadas a sindicatos no Rio Grande do Norte estava desocupada ou fora da força de trabalho por motivo de aposentadoria ou outras razões, mas continuava envolvida em atividades sindicais”, explica.

Homens voltam a ser maioria entre sindicalizados

Outro movimento identificado pelo IBGE é a mudança no perfil dos sindicalizados. Depois de uma trajetória de equilíbrio, os homens voltaram a ser maioria em 2024.

O número de homens associados passou de 92 mil, em 2023, para 117 mil em 2024 — um salto que elevou sua participação de 50% para 56% do total. Já entre as mulheres, o número permaneceu estável em 92 mil nos dois anos analisados.

Os dados consideram trabalhadores de 14 anos ou mais, ocupados ou que já estiveram ocupados anteriormente.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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Sinte-RN divulga programação do XVII Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação Pública

O XVII Congresso Estadual dos(as) Trabalhadores(as) em Educação Pública do Rio Grande do Norte será realizado nos dias 20, 21 e 22 de novembro, no Mardunas Centro de Eventos, em Nísia Floresta (RN). Com o tema “Educação, Democracia e Soberania: da escola ao mundo, a luta muda a vida”, a nova edição reúne delegados(as) eleitos(as) para três dias de debates, estudos e deliberações sobre os rumos da educação pública.

Organizado pelo Sinte-RN, o Congresso ocorre em um cenário nacional de mobilizações em defesa da educação pública, gratuita, democrática, popular e laica. Tradicional espaço de formulação política e sindical, o evento consolida-se como momento de reflexão coletiva e definição das estratégias que orientarão a atuação do Sindicato no próximo quadriênio.

A seguir, confira a programação completa:

DIA 20 de novembro (quinta-feira)

9h às 14h – Acolhida
9h às 18h – Credenciamento
12h – Almoço
14h – Momento Cultural (Grupo de dança Carimbó do Sinte-RN)
14h30 – Mesa de abertura do XVII Congresso
15h30 às 17h – Mesa Temática: Educação, Democracia e Soberania: da escola ao mundo, a luta muda a vida | Conferencista: Prof. Dr. Marcio Pochmann (IBGE)
17h – Leitura e aprovação do Regimento Congressual
17h30 às 18h30 – Apresentação das resoluções e votação da resolução-guia
19h – Jantar
20h – Ato Político-Cultural (Dia da Consciência Negra)
DIA 21 de novembro (sexta-feira)

8h às 8h30 – Momento Cultural (Voz e violão)
8h30 às 9h – Mesa Temática: Conjuntura Internacional e Nacional | Conferencista: Prof. Dr. Valter Pomar (Fundação Perseu Abramo)
9h às 9h20 – Mesa Temática: Conjuntura Estadual | Conferencista: Francisco do PT (Deputado Estadual)
9h20 às 9h50 – Inscrições e debates
10h às 10h25 – Mesa Temática: Política Educacional | Conferencista: Prof. Heleno Araújo (Presidente da CNTE)
10h25 – Inscrições e debates
11h às 11h20 – Mesa Temática: Política Sindical | Conferencista: Profa. Dra. Nadine Agra (UEPB)
11h20 às 11h50 – Inscrições e debates
12h – Almoço
14h às 14h20 – Mesa Temática: Políticas Permanentes | Conferencista: Divaneide Basílio (Deputada Estadual)
14h20 às 14h50 – Inscrições e debates
14h55 – Orientações para os Trabalhos em Grupo
15h – Trabalhos em Grupo:
Conjuntura Internacional, Nacional e Local
Política Educacional
Política Sindical
Balanço Político
Políticas Permanentes
Plano de Lutas e Estratégias
Estatuto do Sinte-RN
18h30 – Jantar
20h – Confraternização
DIA 22 de novembro (sábado)

9h às 12h30 – Plenárias deliberativas (Resoluções, Emendas e Moções):
Conjuntura Internacional, Nacional e Estadual
Política Educacional
Política Sindical
Balanço Político
Políticas Permanentes
Plano de Lutas e Estratégias
Estatuto do Sinte-RN
12h30 – Encerramento e almoço
Com mesas temáticas, debates, grupos de trabalho, atividades culturais e plenárias deliberativas, o XVII Congresso do Sinte-RN reafirma sua função estratégica: fortalecer a organização dos(as) trabalhadores(as) em educação e orientar a luta coletiva por direitos, valorização profissional e educação pública de qualidade social para toda a sociedade potiguar.

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Aprovação do Projeto Antifacção expõe disputas políticas e deixa dúvidas sobre a eficácia no combate ao crime organizado

A Câmara dos Deputados aprovou, por 370 votos a 110, o chamado Projeto Antifacção, proposta enviada pelo governo federal, mas cuja condução no Congresso acabou marcada por embates políticos, críticas internas e questionamentos sobre a real efetividade das medidas.

Embora o texto endureça penas, crie novos tipos penais e amplie instrumentos de investigação, a votação Foi acompanhada por divergências entre governo, oposição e até dentro da própria base aliada — um sinal de que, apesar da ampla maioria, o consenso está longe de existir.

Relatoria contestada e ruído político

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou para a relatoria o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança de São Paulo, que deixou o cargo para assumir a tarefa. A escolha gerou desconforto no governo, que viu a mudança como uma forma de deslocar o protagonismo do Executivo em uma matéria originalmente sua.

A tramitação também foi marcada por tensões públicas: governo e oposição criticaram pontos centrais do relatório, especialmente a tentativa inicial de equiparar facções criminosas ao terrorismo — tema que, segundo o Planalto, poderia abrir brechas para interferência externa e distorções jurídicas.

Avanços anunciados, lacunas mantidas

O texto aprovado aumenta penas que podem chegar a 40 anos, cria a figura das “organizações criminosas ultraviolentas”, amplia o confisco de bens e endurece a progressão de regime. Mesmo assim, o governo aponta fragilidades: a ausência da expressão “facções criminosas” no texto final — considerada essencial pelo Ministério da Justiça — deve ser objeto de nova tentativa de inclusão em votação futura.

Outro ponto sensível é o dispositivo que redefine o destino dos bens apreendidos. Líderes governistas avaliam que a mudança pode reduzir recursos da Polícia Federal e de fundos federais estratégicos, como o Fundo Antidrogas. O destaque apresentado pelo PT para restaurar a redação original foi rejeitado.

Medidas polêmicas

O projeto prevê:

penas de 20 a 40 anos para crimes de facções ultraviolentas;

regras que determinam cumprimento obrigatório em presídios federais para lideranças;

monitoramento audiovisual de parlatórios, inclusive em contato com advogados — em situações excepcionais;

ampliação do confisco e bloqueio de bens, contas e criptoativos;

mecanismos de intervenção judicial em empresas usadas por organizações criminosas.

Pontos como a possibilidade de vigilância ampliada e a criação de novos enquadramentos penais suscitam críticas de juristas, que alertam para o risco de excessos punitivistas sem garantia de resultados concretos.

Entre o endurecimento e a incerteza

Embora a aprovação seja vendida por parlamentares como uma resposta “mais dura” ao crime organizado, a proposta chega ao plenário com ênfases políticas evidentes, ajustes questionados e lacunas não resolvidas.

O resultado, por ora, é um texto que avança em rigor penal, mas cuja implementação deve enfrentar tensões federativas, disputas por orçamento e contestação jurídica — fatores que ainda colocam em dúvida o impacto real do chamado Projeto Antifacção no combate às facções.

Foto: Internet

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Natal em Natal 2025 inicia programação com destaque para atrações culturais em todas as regiões da cidade

A Prefeitura do Natal lançou nesta terça-feira (18), no Palácio Felipe Camarão, a edição 2025 do Natal em Natal, dando início ao ciclo de celebrações de fim de ano na capital potiguar. O evento reuniu gestores municipais, representantes do setor cultural e moradores, que acompanharam a apresentação das primeiras ações previstas. A abertura contou com um espetáculo na fachada do Palácio, combinando luzes, música, dança e teatro.

A programação começa oficialmente nesta quarta-feira (19), com o acendimento da árvore do Nélio Dias, na Zona Norte — região destacada pela gestão municipal como prioridade nesta edição. No mesmo dia, o Caminhão do Papai Noel da Coca-Cola percorre, pela primeira vez, o anel externo do ginásio Nélio Dias, onde também receberá a chave simbólica da cidade.

Distribuído por todas as regiões da capital, o Natal em Natal 2025 prevê caravanas temáticas, espetáculos, feiras, atrações culturais e ampla decoração urbana. A iniciativa reforça o projeto como um dos maiores eventos culturais do município, reunindo famílias, movimentando a economia criativa e contribuindo para o turismo local.

Foto: Demis Roussos / Secom

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