5 de agosto de 2026

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Consórcio Nordeste debate participação na COP da Desertificação e missão à China para fortalecer agenda da Caatinga e da transição ecológica

Consórcio Nordeste vai à Ásia para firmar parcerias estratégicas, acessar financiamento climático e consolidar região como laboratório global de soluções para regiões semiáridas

A governadora Fátima Bezerra participou, nesta segunda-feira (3), da Assembleia Ordinária do Consórcio Nordeste, que reuniu governadoras e governadores da região para deliberar sobre a participação conjunta na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17/UNCCD), na Mongólia, e sobre a realização de uma missão institucional à China voltada à ampliação de parcerias estratégicas, captação de financiamento climático e fortalecimento da agenda da transição ecológica no Semiárido brasileiro.

Durante a reunião, foram aprovadas as duas missões internacionais, que ocorrerão entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro e integram a estratégia de internacionalização do Consórcio Nordeste, posicionando a região como referência global em soluções sustentáveis para áreas semiáridas.

“O Nordeste tem mostrado ao Brasil e ao mundo que desenvolvimento e preservação ambiental caminham juntos. Nossa participação nessas missões representa uma oportunidade de fortalecer a cooperação internacional, atrair investimentos para a recuperação da Caatinga, impulsionar a economia verde e ampliar políticas públicas voltadas à convivência sustentável com o Semiárido. É uma agenda estratégica para o presente e para o futuro da nossa região”, destacou a governadora Fátima Bezerra.

Entre os principais temas debatidos estiveram a participação conjunta do Consórcio Nordeste na COP17, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), além da missão oficial à República Popular da China, articulada com o Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Cooperação

A missão internacional terá como foco a ampliação da cooperação em torno do Fundo da Caatinga, da cadeia de minerais críticos, da transferência de tecnologias sustentáveis e de parcerias estratégicas na área da saúde.

Durante a assembleia, os gestores também discutiram estratégias para consolidar a Caatinga como um dos pilares da transição ecológica brasileira. Único bioma exclusivamente nacional, a Caatinga ocupa mais da metade do território nordestino e apresenta elevado potencial para captura de carbono, regeneração ambiental, bioeconomia e desenvolvimento sustentável.

A proposta defendida pelo Consórcio Nordeste está alinhada ao Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que estabelece o recaatingamento como estratégia para recuperar áreas degradadas, fortalecer a economia verde, ampliar a inclusão socioterritorial e promover a convivência sustentável com o Semiárido.

Outro destaque da reunião foi o avanço das discussões sobre o Fundo da Caatinga, mecanismo financeiro proposto pelo Consórcio Nordeste para captar recursos nacionais e internacionais destinados à recuperação do bioma, ao combate à desertificação e ao fortalecimento da bioeconomia. A proposta integra atualmente o Projeto de Lei nº 1.990/2024, que cria a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga.

RN
No Rio Grande do Norte, cerca de 90% do território está inserido no bioma Caatinga. O estado também foi o primeiro do país a regulamentar o Fundo Estadual de Combate à Desertificação, instrumento voltado ao financiamento de ações de recuperação ambiental, educação, pesquisa, desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e fortalecimento das políticas públicas de convivência com o Semiárido.

Missões internacionais

Entre 24 e 28 de agosto, o Consórcio Nordeste participará da COP17/UNCCD, em Ulaanbaatar, na Mongólia, onde apresentará experiências desenvolvidas no Semiárido brasileiro em restauração ambiental, segurança hídrica e soluções baseadas na natureza. Durante o evento, será formalizado um Memorando de Entendimento com o Secretariado da UNCCD, consolidando uma cooperação técnica permanente e ampliando o acesso a mecanismos internacionais de financiamento climático.

Na sequência, de 29 de agosto a 4 de setembro, a delegação seguirá para a China, onde cumprirá agenda em Pequim e realizará visita técnica ao Deserto de Kubuqi. A missão buscará ampliar a cooperação institucional com órgãos do governo chinês, universidades, instituições financeiras e centros de pesquisa, promovendo a transferência de tecnologia, o intercâmbio de experiências e a estruturação de projetos voltados ao desenvolvimento sustentável do Nordeste brasileiro.

As duas missões contam com a parceria do Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Banco do Nordeste, BNDES, ABDI, Anvisa, Open Society Foundations (OSF) e ICLEI América do Sul, reforçando o compromisso dos estados nordestinos com uma agenda integrada de desenvolvimento sustentável, inovação, adaptação às mudanças climáticas e valorização da Caatinga como patrimônio ambiental estratégico do Brasil.

Foto: Carmem Felix / Assecom

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PRF emprega tecnologia de drones para fiscalizar a invasão de motocicletas na ciclofaixa da Ponte de Igapó

A fiscalização mediante uso de drones tem respaldo na legislação e foi planejada em resposta à reivindicação de ciclistas

NATAL/RN – Com o objetivo de garantir a segurança dos vulneráveis no trânsito e assegurar o respeito às leis de circulação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início ao uso estratégico de aeronaves remotamente pilotadas (drones) para a fiscalização do tráfego na Ponte do Igapó, no trecho da BR-101 em Natal/RN. A medida foca, prioritariamente, na coibição do uso indevido da ciclofaixa por motociclistas.

A intensificação do policiamento na região atende diretamente a um apelo dos próprios ciclistas da Zona Norte e da região metropolitana. Usuários frequentes da via relataram aumento na sensação de insegurança e episódios de ameaça ao trafegarem ao lado de motocicletas, que frequentemente invadiam a faixa exclusiva para fugir dos pontos de lentidão.

Eficiência operacional sem impacto no trânsito

A opção pelo monitoramento aéreo traz um ganho logístico crucial para a fluidez do trânsito na capital. Devido à geometria da Ponte do Igapó e ao denso fluxo de veículos nos horários de pico, a presença física de uma viatura parada sobre a via para efetuar abordagens operacionais geraria um efeito gargalo, agravando significativamente os engarrafamentos no local.

Com os drones operando em pontos estratégicos, os policiais conseguem identificar e registrar as infrações em tempo real a uma distância segura, mantendo a via desobstruída e garantindo a efetividade da autuação.

Amparo legal e transparência

A modalidade de fiscalização remota utilizada pela PRF é respaldada pela Resolução nº 909, de 28 de março de 2022, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O normativo valida a lavratura de autos de infração por meio de sistemas de videomonitoramento online, desde que a autoridade de trânsito observe diretamente a conduta no momento em que ela ocorre.

A PRF ressalta ainda que a Ponte do Igapó conta com a devida sinalização regulamentar informando que a via é fiscalizada por videomonitoramento, cumprindo rigorosamente os princípios da legalidade e da transparência exigidos pela legislação vigente.

A ferramenta ainda permite ampliar a visão do policial, que pode optar por lavrar o auto de infração de forma online ou realizar a abordagem do condutor infrator. Os drones também são usados pela PRF em ocorrências criminais e na perícia de acidentes.

A instituição reforça o apelo aos condutores para que respeitem as faixas exclusivas e lembrem que a mudança de atitude é o principal fator para a redução de acidentes.

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Para taekwondista da Sadef participa de treinamento na Coreia do Sul e fortalece preparação internacional

Durante dez dias, o para taekwondista potiguar Ricardo Wagner participou de um camp training de alto rendimento na Coreia do Sul, país considerado uma das principais referências mundiais da modalidade. A programação incluiu treinamentos intensivos voltados ao aperfeiçoamento técnico, tático e estratégico, além da troca de experiências com alguns dos principais nomes do para taekwondo internacional. Uma oportunidade celebrada pelo atleta da Sadef: “Treinar no país onde nasceu o taekwondo foi uma experiência única. Tive a oportunidade de conhecer uma metodologia diferente, enfrentar atletas de alto nível e aprender muito dentro e fora do tatame. Volto ao Brasil mais motivado e preparado para os próximos desafios.”

Na Coreia do Sul, Ricardo também representou o Brasil no World Para Taekwondo Challenge, competição válida para o ranking mundial. Embora tenha sido eliminado ainda nas oitavas de final, a participação foi considerada positiva pela comissão técnica. O técnico da Sadef, que acompanha Ricardo, ressaltou a importância da experiência para a evolução do atleta. “Independentemente do resultado na competição, esse intercâmbio acelera o crescimento técnico e competitivo do atleta. Ricardo volta com uma bagagem muito importante, que certamente fará diferença nas próximas competições”, afirma Rogério Romário.

A participação do atleta no evento reafirma o compromisso da Sadef com a formação de competidores capazes de representar o RN e o Brasil nas principais competições do paradesporto mundial. Em setembro, o atleta tem um novo desafio, o Brazil Open em Londrina.

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