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Governo e Sudene firmam parceria para incluir RN na Transnordestina

Estudos vão analisar viabilidade do transporte de cargas entre as cidades de Mossoró e Caiçara do Norte, onde será instalado o Porto-Indústria Verde, até Iguatu (CE)

Em mais uma ação para fortalecer a logística potiguar, o Governo do Estado e a Sudene firmaram uma parceria para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de um novo trecho ferroviário no Rio Grande do Norte. O projeto visa conectar a Transnordestina — um dos maiores corredores férreos do país — aos municípios de Mossoró e Caiçara do Norte, local onde será instalado o futuro Porto-Indústria Verde.

A parceria foi formalizada nesta terça-feira (18) entre a governadora Fátima Bezerra e o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre. A autarquia vai contratar um estudo técnico para estruturar as bases do projeto logístico, bem como o modelo de contratação técnica.

Segundo a governadora Fátima Bezerra, o projeto tem potencial para ampliar as rotas logísticas do Rio Grande do Norte, reduzindo custos e ampliando a capacidade de escoamento da produção regional.

“O superintendente da Sudene acolheu nossa reivindicação para a realização de um estudo, financiado pela própria autarquia, que vai definir o traçado exato dessa inclusão, ligando o Porto-Indústria Verde e Mossoró até Iguatu, no Ceará. Inserir o Rio Grande do Norte na Transnordestina significa abrir um novo corredor logístico e garantir desenvolvimento para todas as cidades que serão abrangidas pelo projeto”, disse Fátima Bezerra.

A chefe do Executivo estadual asseverou que o futuro corredor ferroviário poderá atender setores como mineração, petróleo, gás, agricultura irrigada e de energias renováveis. “Vai permitir o escoamento do sal marinho, frutas destinadas à exportação e equipamentos relacionados aos setores eólico, solar e de hidrogênio verde”, comemorou.

O superintendente da Sudene explicou que os levantamentos deverão considerar o traçado, as condições de operação, as demandas de transporte e os aspectos econômicos e financeiros do empreendimento. “O objetivo do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira (EVTE) é definir com precisão de engenharia o traçado, os custos de desapropriação e os investimentos necessários para a execução física do trecho”, disse.

De acordo com Francisco Ferreira Alexandre, além de priorizar a logística integrada de grandes cargas — como minerais, grãos e insumos energéticos —, as diretrizes do estudo de viabilidade devem contemplar, de forma prospectiva, a possibilidade de a nova linha férrea operar o transporte de passageiros em uma etapa futura.

A implementação deste serviço de transporte coletivo, segundo ele, estará condicionada à celebração de acordos operacionais e comerciais específicos. “Esse projeto será fundamental para levar desenvolvimento, crescimento e transformação para cidades como Apodi e Pau dos Ferros, por exemplo”, complementou.

Conexão com o Porto-Indústria Verde

A governadora Fátima Bezerra ressaltou que a meta do projeto é conectar a ferrovia ao futuro Porto-Indústria Verde, em Caiçara do Norte, ampliando as alternativas de transporte para a região. “A estrutura vai atender a todas as operações de exportação e importação, além de atividades relacionadas às energias renováveis, que são o foco do futuro terminal portuário potiguar”, destacou.

Para o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado Neto, a inclusão do Rio Grande do Norte na malha ferroviária regional representa um marco estratégico para a interiorização do desenvolvimento industrial no semiárido.

Ainda segundo ele, o projeto criará um novo eixo de escoamento e suprimento, reduzindo custos de frete e elevando a competitividade dos portos e das bacias produtivas do estado na integração com mercados vizinhos. “Uma vez integrado à Transnordestina — passando por Mossoró, Apodi e Pau dos Ferros —, o porto ganhará ainda mais relevância. Isso nos permitirá transportar hidrogênio, amônia para fertilizantes, sal e frutas pela ferrovia, aumentando expressivamente a nossa competitividade”, ressaltou.

Transnordestina

A Ferrovia Transnordestina foi concebida para integrar o interior produtivo do Nordeste aos principais portos da região e baratear o escoamento da produção agrícola e mineral. Iniciada em 2006, a obra vai cobrir mais de 1,2 mil km de extensão, ligando o polo produtor de grãos em Eliseu Martins (Piauí) ao Porto do Pecém (Ceará).

Também participaram da reunião a secretária-chefe do Gabinete Civil, Virgínia Ferreira; o secretário de Planejamento, Alexandre Lima e o assessor técnico do Consórcio Nordeste, Pedro Lima.

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