Projeto Africanear leva discussão antirracista para a Rede Municipal de Ensino

A Escola Municipal Professora Dalva de Oliveira, situada no bairro Nossa Senhora da Apresentação, foi palco da segunda oficina do projeto Africanear, nesta segunda-feira (23). A ação aconteceu para os estudantes do 1º ao 5º ano, com o propósito de buscar enfrentar e combater o racismo no ambiente escolar. Durante a atividade, os estudantes tiveram a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre o tema sensível do racismo e compreender a representação na sociedade e, mais especificamente, em todo contexto da Rede Municipal de Ensino.

A oficina Africanear é ministrada pelas assessoras pedagógicas do Departamento de Ensino Fundamental, Adriana Ferreira e Alessandra Ferreira. “O projeto Africanear desempenha um papel crucial ao trazer à tona discussões necessárias e, infelizmente, urgentes sobre uma prática que, lamentavelmente, persiste de forma cotidiana”, destacou a assessora Adriana Ferreira. Durante a oficina, as educadoras envolvidas dedicaram-se a promover uma abordagem pedagógica que não apenas informa, mas também sensibiliza os jovens alunos para a realidade do racismo, suas manifestações e impactos.
 
“A partir do momento que atividades interativas, debates construtivos e materiais didáticos são realizados, nossos alunos podem refletir sobre a importância da diversidade e da igualdade na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, até porque nós professores fazemos questão de abordar temáticas dessa natureza em sala de aula”, pontuou a professora Joseneide Rufino de Lima Carneiro.  

Ao fomentar o diálogo e promover a educação antirracista, a iniciativa Africanear não apenas cumpre seu propósito educacional, mas também contribui para moldar cidadãos mais empáticos e conscientes. “Eu aprendi com minha professora que racismo é um preconceito, e que nós temos que nos respeitar independente da nossa cor ou raça”, afirmou a estudante Maria Cristal Nobre de Lima, de oito anos, do 3º ano.
 
“Que iniciativas como o Africanear continuem a florescer, lançando sementes de transformação em solo fértil, cultivando um ambiente educacional verdadeiramente inclusivo e inspirando outras comunidades a seguir o exemplo”, concluiu o diretor pedagógico João Maria Gomes da Costa. 

Foto: Manoel Barbosa

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